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/ erapia omportamental e
Cognitivo-comportamental
P ráticas u ín ic a s
O r g a n i z a d o r e s
C r i s t i a n o N a b u c o de A b r e u
Psicólogo, Mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(PUC-SP) - Doutor em Psicologia Clínica pela Universidade do Minho (UM),
Portugal - Coordenador da Equipe de Psicologia do Ambulatório de Bulimia e
Transtornos Alimentares (AMBULIM) do Instituto de Psiquiatria do Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo —
Núcleo de Psicoterapia Cognitiva de São Paulo (NPCSP).
H é l i o José G u i i h a r d i
Psicólogo, Mestre em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo
( U SP) - Professor Colaborador do Departamento de Psicologia da Universidade
Federal de São Carlos (IJFSCar) e Professor Convidado das Faculdades Salesianas
de Vitória (ES) - Instituto de Análise de Comportamento (IAC) e Instituto de
Terapia por Contingências de Reforçamento (TCR) de Campinas (SP).
R O C A
Copyright © 2004 da I a Edição pela Editora Roca Lida.
ISBN: 85-7241-526-2
Xenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida, guardada pelo sistema
“retrievaT ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, seja este
eletrônico, mecânico, de fotocópia, de gravação, ou outros, sem prévia autoriza
ção escrita da Editora.
5
Capa (Jardins de Monet, em Giverny, França)
Hélio José Guilhardi
Quarta-capa (Jardins de Monet, em Giverny, França)
Cíntia Guilhardi
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ.
M251
Terapia comportamental e cogniti vo-comporrarnental — Prá
ticas clínicas
/ organizadores Cristiano Xabuco de Abreu, H élio José
Guilhardi. — Sào Paulo : Roca. 200-1
Inclui bibliografia
ISBN 85-~24l-526-2
1. Terapia cognitiva. 2. Terapia do comportamento. 3-
Cognição. -4. Comportamento humano. 5. Psicoterapia. 6. Psi
cologia clínica. L Abreu. Cristiano Xabuco de. II. Guilhardi.
Hélio José.
04-1066. CDD 616.8914
CDU 615.851
2004
Todos os direitos para a língua portuguesa são reservados pela
EDITORA ROCA LTDA.
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Impresso no Brasil
Agradeço às colegas Noreen Campbell de Aguirre
e Maria Eloisa Bonavita Soares pelo
trabalho realizado na elaboração da
Parte I - Terapia Comportamental.
H J G
élio osé u ilh a r d i
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Prefácio
Quando Watson, em 1913, lançou seu manifesto beha
viorista, provavelmente não tinha idéia que seu movimen
to e sua proposta para a Psicologia, como ciência natural,
fosse florescer tanto quanto aconteceu.
De fato, depois de muitos experimentos realizados por
ele e por seus orientandos, o movimento behaviorista se
subdividiu muito e hoje temos um grande número de pro
postas de entendimento e de trabalho percebendo o com
portamento como matéria de estudo.
Particularmente, a área de aplicação genericamente
denominada de Terapia Comportamental e Cognitiva, de
senvolve muito conhecimento, tendo sua história contada
por vários autores. A versão mais comum dela é que a Tera
pia Comportamental e Cognitiva originou-se no movimento
filosófico denom inado “neobehaviorism o”. Por essa
razão, autores como Watson (apontado como o fundador do
movimento behaviorista), Tolman e Hull (iniciadores
do behaviorismo mediacional) e Skinner (proponente do
behaviorismo radical) são considerados os precursores
de toda e qualquer terapia que possua o adjetivo “compor
tamental” em seu nome (Costa, 2002),
Com o tempo, parte da vertente cognitivista da Terapia
Comportamental também passou a se interessar pela com
preensão da construção de significados pelos indivíduos,
debruçando -se sobre o estudo dos esquemas emocionais
que orientaram essa construção (Abreu e Roso, 2003), for
mando assim, a vertente cognitivo-construtivista da tera
pia. Das estruturalistas às funcionalistas, das mecanicistas
às contextualistas, das dualistas às monistas, uma gama de
terapias comportamentais pode ser encontrada na litera
tura (Dougher e Hayes, 1999).
Obviamente, as várias vertentes foram criando técnicas
para lidar com as queixas e problemas humanos. Especial
mente em terapias -e/ou de terapias - do comportamento
XE V * e.-ac a Comporta mental e Cognitivo-comportamentai ~ Práticas Clínicas
encontrados vinte e oito termos de referência à Terapia Comportamental
roram
produzida no Brasil entre 1970 e 2001 (Nolasco, 2001). Esse dado
na literatura
multiplicidade e a riqueza da produção da área e, decorrente disso, as
mostra a
formas de abordagem do comportamento.
diversas
tste livro é um reflexo desse trabalho múltiplo. Seu propósito é organizar cia*
ramente as técnicas disponíveis para a árdua e imensa tarefa de diminuir o sofri
mento humano. Os esforços conjuntos de Cristiano Nabuco de Abreu e Hélio José
Guilhardi foram coroados de êxito. Este Manual Prático de Técnicas em Terapia
comportamental, Cognitivo-comportamental e Cognitivo-construtivista organi
za, o elenco atualizado de técnicas de forma simples e objetiva, sem perder de vis
ta a seriedade e a pro tundid ade das origens e dos pressupostos de cada uma delas.
Os artigos foram escritos por experts das terapias analítico-comportamental,
cognitivo-comportamentai, cognitivo-construtivista. Neles, pode-se encontrar a
tradição da abordagem científica do comportamento, cada qual contribuindo e
discutindo para que as aplicações necessárias na clínica psicológica sejam bem
enfrentadas. Isso possibilita maior tranqüilidade para o especialista que passará a
ter uni arsenal de procedimentos clínicos para a capacitação do exercício de sua
atividade profissional.
No entanto, cabem aqui três alertas ao leitor mais desavisado. A multiplicidade
de técnicas também gera vasta compreensão do comportamento humano e das suas
determinações. Como foi apontado, a origem das técnicas oferece entendimento
bastante particular e diverso entre as várias abordagens do comportamento aqui
discutidas. A organização do livro que classifica as técnicas em Comportamentais,
Cognitivas e Cognitivo-construtivistas, demonstra essa diversidade. É uma classifi
cação cuidadosa, criteriosa e (re) conhecedora da multiplicidade.
Um segundo alerta deve ser feito: o objetivo deste livro não é comparar as
técnicas entre si. Não foi à toa que os organizadores, na sua Introdução, obser
vam “um fracasso generalizado na pesquisa para demonstrar, consistentemen
te, um enfoque soberano sobre os demais”. Isso aponta quão infrutíferas seriam
as comparações.
Por outro lado, este livro não prega um ecletismo teórico. Nesse ponto cabe o
terceiro alerta. Uma posição bastante parcimoniosa para o leitor seria revelar to
das as técnicas disponíveis. Cada uma delas pode ser útil em algum momento da
atuação do profissional de qualquer abordagem teórica, sem ferir o modelo subja
cente à sua forma de trabalho. Entretanto, sua análise, escolha e utilização devem
ser pautadas na tundamentação teórica da abordagem assumida pelos terapeutas.
O conhecimento das técnicas nunca substituirá a análise de cada profissional so
bre o caso atendido.
Feitos os três alertas, resta ao leitor inclinar-se sobre o estudo detalhado de
cada capítulo. Asseguro-lhe que sairá desse estudo como um terapeuta mais bem
formado, seguro e criativo em seus atendimentos.
R A B
oberto lves an ac o
Professor no Programa de Estudos Pós-graduados em.
Psicologia Experimental: Análise do Comportamento
Professor Titular do Departamento de Métodos e Técnicas em
Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
t.7- ■■i - .'^t--^-:^ ^ji‘jTV7rf “.i -t-n “.TJn-.-.Ii:.-,^ - r. ■ M : .^ k .^ ,^ 1--.-,^ -■ ji^T.- J^: ig£3gÍ .v^i w -.^1 (:M ÍH ^naSlit^ír^TÍJc^:d4üirEt.Try■:,-*WjPi^j:-ir-.:rH.n,r'=j.'7,J.cr- : i ^ W i f i d T i^-TaT-r_--t.^cSSímw; W . ' - V —'.-■‘■ t i t . L(a,$£56
Introdução
Nós temos presenciado, como clínicos, o esforço evi
dente de muitas escolas de terapia no sentido de auxiliar
seus clientes na buscar da tão desejada mudança psicoló
gica. Todavia, em muitos momentos, a realidade prática faz
certos limites tradicionais de nossa praxe serem severamente
revistos. Em função disso, tem. ocorrido um forte movimen
to de diferentes escolas da terapia para o desenvolvimento
de perspectivas mais integrativas. No entanto, existe o fra
casso generalizado na pesquisa para demonstrar, de ma
neira consistente, um enfoque soberano sobre os demais.
Felizmente, esse resultado encontra-se em sintonia com o
momento cultural atual, chamado de pós-modernidade,
que, dentre outras coisas, possui uma concepção relativista
da realidade, a qual rejeita, sadiamente, premissas dog
máticas a respeito de qualquer tipo de ideologia.
Com freqüência, vemos teóricos de determinadas es
colas se esquecendo desse momento histórico, ainda pro
clamando-se mais eficazes. Somos contrários a tal tipo de
preocupação: é impossível avaliar, comparativamente, pro
postas terapêuticas que diferem entre si quanto a pressu
postos conceituais, estratégias de ação clínica e critérios de
avaliação do progresso do cliente. Parece-nos mais saudá
vel cada escola, ou abordagem terapêutica, se avaliar a par
tir de seus próprios referenciais teóricos e práticos e, assim,
se rever. Cada proposta deve surgir de uma avaliação crítica
de seu próprio dinamismo das atuações prática e científica.
Todas as abordagens se desenvolvem e buscam sistemati
zar melhor os dados que obtêm dentro de um referencial
teórico coerente e, parcimoniosamente, abrangente. Os
dados são mais importantes que os desejos e as teorias. A
teoria deve ser revista e ampliada para incorporar as evi
dências dos dados e esses nunca poderão ser distorcidos, a
fim de se preservar a teoria. As abordagens comportamen
tais e cognitivas são praticadas por teóricos, pesquisadores
XVI ■ Terapia Comportamental e Cognitivo-comportamental - Práticas Clinicas
e clínicos que compartilham dessa postura e, como resultado, pode-se dizer que
as Terapias Comportamental e Cognitivo-comportamental revelam transformações
graduais, sistemáticas que as tomam um empreendimento científico e terapêutico
em desenvolvimento. Defendemos esse dinamismo evolutivo. Queremos o entendi
mento mais preciso de cada tradição e de sua contribuição à Psicologia por inteiro.
Neste livro não pretendemos apresentar preceitos verdadeiros dessa ou da
quela teoria, evitamos, ao máximo, qualquer postura dogmática de oposição ou
d i comparação. Simplesmente, temos o objetivo de ampliar o entendimento de
vauas» técnicas da t radição comportamental e cognitiva e, assim, fornecer deta-
es minuciosos para que nossas história e prática sejam mais bem compreendi
as. s capítulos seguintes resultam do trabalho de vários profissionais na
descrição de suas práticas clínicas. Esperamos que este resultado possa ser, de
alguma maneira, fecundo.
C N A
ristiano a b u c o de breu
H J G
élio osé uilhardi
t:- K«rt ff Hj >LtrG i?!WP Yi-i“: S!*iiHEY:'.i‘JrI>iMiJni itta H-.^ïr'j^.^.liTifVi'M rape's: H P£RB^f^3#&74&^tjr£ft =(■ Jfh± lïlii^ ÔjTtf■3f»iF lATatCiASi^f?.^ -üu*=^7ï^tciiYtIl^^h^,^>iii^^7.bttr'-l^iÈll=tll=i~^1,iï-3ïiJiiiét1'ÎWÇtïr’J:-arr- S?tcíil^.=ii!AiH ijtat^imM^pf*m3nr=^ ifa'^m'i'rSt'PÏJi iTTT>ewip.ta^,tJ=1.-S=>i,=>:'! L- n iitaAíiTili™ituí=iivrjHi7i wî&rtffi^ÿw
ín d ic e
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P I
a r t e
Terapia C om portam ental...................... 1
C 1
a p ít u lo
Terapia por Contingências de
Reforça m ento........................
3
H J G
élio o sé u ilh ard i
C 2
a p ít u lo
Reforçamento Positivo: Princípio,
Aplicação e Efeitos Desejáveis............................ 41
M B B P M
a r ia ea tr iz a r b o sa in ho a d i
C 3
a p ít u lo
Reforçamento Negativo na Prática Clínica:
Aplicações e Implicações...................................... 55
M D
a l y elitti
C R C T
á s s ia o berta d a un ha h o m a z
C 4
a p ít u lo
Punição Positiva............................................................ 61
R A B
o berto lv es a n a c o
C 5
a p ít u lo
Punição Negativa......................................................... 72
P P Q
a tr ic ia iazzo n u eiro z
C 6
a p ít u lo
Imitação............................................................................
102
P R . D
risc ila er d y k
S S . G
ilvia r o b er m a n