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Psicologia
positiva
Jos6 H. Barros de Ollvelra
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Amor • Fellcldade • Alşgrla •
Optimismo • Esperanpa • Perdăo •
Sabedoria • Beleza • Sentldo da Vida
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Psicologia
positiva
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AbelPaivadaRocha
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JSSSJmMttJA-BSOOLA E DESENVOLVIMENTO DA CRIANQA
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FOLfnCAS EDUCATIVAS E AUTONOMIA DAS ESCOLAS
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A ALEGRIA DE ENSINAR
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PAIS E PROFESSORES: um desafio â cooperagâo
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A ESCOLA E A APRENDIZAGEM DA DEMOCRACIA
Phillippe Perrenoud
POR UMA POLfnCA DE [DEIAS EM EDUCACĂO
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ESTORIAS MARAVILHOSAS DE QUEM GOSTA DE ENSINAR
Rubem Alves
ESCOLA CURRICULARMENTE INTELIGENTE
CONVERSAS COM QUEM GOSTA DE ENSINAR
^ iT a s D^ QUAUDADE °AS
cultura de mudanca
Maria^^riaTrian^NC1A ~ PREVENCĂO E TRATAMENTO
seta NO ALVO
MiguelA.SantosGuerra
Rubem Alves € d° V°° ou a Busca da Alegria de Aprender
PS1COLOG1A POSITIVA
Jos6 H' Barr<* de Oliveira
coleccao em foco
Psicologia
positiva
Jose H. Barros de Oliveira
* D I p 6 E S
ASA
Tîtuk)
psicologia posrrrvA
or _ FcUcidadc
Amor -
perdâo - Sabec
Autor
Josi H. Barros de Ollveira
Direcţ*»
josă Matlas Alvcs
© Edlţocs
ASA
Capa
Xavier Ncvcs
Exeoiţâo
grafiasa
Dcpdsito n?
Legal 2002 39/03
Marţo dc 2004 / 1" Ediţâo
ASA Edttores, S.A.
Scdc
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SUMÂRIO
Pr61ogo..................................................................................7
1. Amor ...............................................................................15
Importância e (in)definigăo do amor.........................................16
O amor na Biblia..................................................................20
Tipologias do amor...............................................................22
Componentes do amor..........................................................25
O amor no casai....................................................................27
Amor e aitnrismo...................................................................31
2. Felicidade.........................................................................33
Definigăo de felicidade..........................................................36
Interpretagăo neurolâgica da felicidade....................................41
Caracteristicas e indicadores da felicidade................................45
Teorias e modelos de felicidade ..............................................53
Factores de felicidade............................................................59
Interpretagăo hollstica e dinamica da felicidade.......................68
Avaliagăo da felicidade .........................................................76
Apendice - Escala sobre a felicidade........................................82
3. Alegria - (Sor)Riso - Sentido de Humor.............................83
Alegria...............................................................................83
Riso...................................................................................86
(Sentido de) humor.......................................................... 90
4. Optimismo ........................................................................95
Importância e educagăo para o optimismo ................................98
Definigăo de optimismo........................................................100
Classes de optimismo...........................................................103
Estudos correlacionais.........................................................105
Avaliagăo do optimismo......................................................108
Apendice - Escala sobre o optimismo .....................................110
5
PSICOLOGIA POSOTVA
5. Esporanţa ...............................................................................JJJ
Perspectiva ....................................................................... 1^
Importância da esperanga.................................................................115
Definigâo e distingoes de esperanga.........................................119
Factores de esperanga...........................................................122
Avaliagăo da esperanga.........................................................124
Apendice - Escala sobre a esperanga ......................................126
6. Perdâo..............................................................................127
Perspectiva hist6rica do perdâo................................................128
Definigâo do perdâo................................................................130
Razoes e modos de perdoar....................................................132
Factores de perdâo..............................................................133
Estudos correlacionais e diferenciais.......................................135
Pedagogia do perdâo..............................................................137
Avaliagăo do perdâo............................................................138
Apendice - Escala sobre o perdâo ...........................................140
7. Sabedoria.........................................................................141
Natureza da sabedoria...........................................................142
Avaliagâo e necessidade da sabedoria......................................145
8. Beleza ..............................................................................147
Interpretagâo psicologica da beleza.........................................148
Perspectiva histârica da beleza................................................150
A Beleza, o Bem e a Verdade...................................................155
Educagâo filocâlica................................................................157
9. Sentido da (para a) Vida....................................................159
Vontade de significado.................................. 160
Neurose noogânea ................................ 162
Re-humanizar a psicologia.................. 164
Bibliografia
167
6
Prologo - Pensar e viver positivamente
No passado, os psic61ogos interessaram-se muito mais
pelo funcionamento negativo da personalidade ou pelas
emogoes negativas (depressâo, desânimo, ansiedade, soli-
dăo, agressividade, ira, culpa, timidez) do que pelas emo-
goes posltivas (bem-estar, satisfagăo com a vida, felicidade,
alegria, optimismo, esperanga, sabedoria, amor, perdâo).
Lourengo (2000) constata a tendencia negativa dos temas
psicol6gicos, tomando-se necessario inverter tal tendencia,
prestando maior atengăo aos aspectos positivos do compor-
tamento humano.
Segundo Myers (2000, p. 56), numa busca electronica
no Psychological Abstracts desde 1887 ate 1999, foram en-
contrados 8072 artigos sobre a ira, 57 800 sobre a ansie
dade, 70 856 sobre a depressăo e apenas 851 sobre alegria,
2958 sobre felicidade e 5701 sobre satisfagâo. Isto demons
tra o peso excessivo do estudo das emogoes negativas
sobre as positivas (na ordem de 14 para 1).
Jâ vem desde os primordios da humanidade um certo
pessimismo, expresso mesmo na Biblia (por exemplo, no livro
do Eclesiastes), seguindo-se os clâssicos gregos, como Sofo-
cles que no Edipo confessa que afinai era melhor năo se ter
nascido. Escritores como Albert Camus ou Paul Sartre, insis-
tem no absurdo e na nâusea da vida. Questionârios realiza-
dos sobretudo nos Estados Unidos sobre se o povo e feliz năo
se mostram conclusivos pois quando a resposta e generica
afirmam a infelicidade da maior parte das pessoas, mas
quando questionados sobre a propria felicidade, afirmam-se
7
PSICOLOOIA POSmVA
felizes, talvez devido â desejabilidade social ou ao vies auto-
defensivo. Em todo o caso, hoje a depressâo e o desânimo
instaiaram-se no coragâo de muitas pessoas e mesmo nas so-
ciedades, com as guerras, guemlhas e terrorismo a afugentar
mais a confianga e a bondade entre os homens. Os portugue-
ses, em particular, sempre tenderam para o triste (fado), mas
hoje hâ ainda um maior d6fice de confianga e entusiasmo.
Nâo obstante, recentemente os psic61ogos comegaram
a dar mais importância ao funcionamento positivo da per-
sonalidade, havendo actualmente muitos estudos sobre as
emogoes positivas. Basta olhar â quantidade de artigos pu-
blicados, por exemplo, sobre a felicidade ou o bem-estar
subjectivo, mesmo em revistas prestigiadas, como e o caso
de Journal of Personality and Social Psychology.
A revista American Psychologist dedicou o 1° numero
do ano 2000 â "felicidade, excelância e funcionamento hu-
mano optimal”. Seligman e Csikszentmihalyi (2000) introdu-
zem este numero especial afiimando que no proximo seculo
(em que jâ nos encontramos) certamente vai predominar a
psicologia positiva sobre a negativa que dominou ate ao pre-
sente. Ate agora os psicologos concentraram-se mais na re-
mediagâo ou na reparagăo dos danos psiquicos sofridos pelo
sujeito, pouco preocupados em ajuda-lo a viver feliz. No fu-
turo necessitam de “investigagăo massiva” sobre a fortaleza
e as virtudes humanas, precisam mais de aumentar as resis-
tâncias do que reparar as fraquezas, procurando uma “nova
^ ™ ,df f°«aleza e da resiliância” (p. 8). SeUgman e Csiks-
ata m ^ reconhecem, mais a ftente, que "a pslcolo-
nâociflmJ8 năo(<6 uma i(^eia nova” e por isso estes autores
dade a bu sc^ originalidade” (P-13), pois năo e de todo novi-
3 e a Promo?âo da positividade ou da excelencia,
prOlooo
mas certamente hoje deve tomar novo alento e novo desen-
volvimento, mesmo por razoes historicas, pois a humamdade
enfrenta novos riscos e desafios e, apesar dos grandes pro-
gressos cientîfico-tecnologicos, tambem novas e graves amea-
gas (degradagâo ecologica, doengas graves como a Sida ou o
cancro, terrorismo, guerras, etc.) a assaltam. Assim sendo,
nâo â de estranhar o pessimismo que invade muitos sectores
da sociedade e muitas pessoas, a comegar pelos jovens. Por
isso e que no fim deşte numero da revista vem um artigo de
Larson (2000) intitulado: "para urna psicologia do desenvolvi-
mento positivo da juventude” propondo que se promova nos
jovens uma maior capacidade de iniciativas, atraves duma
nova linguagem, em ordem a um desenvolvimento mais po
sitivo, capaz de enfrentar novos desafios.
A mesma revista American Psychoîogist, passado um
ano (Mar50 2001), voltou novamente â Psicologia Positiva,
sendo o numero introduzido por Sheldon e King que intitu
lam o seu breve artigo: “Porque e que a psicologia positiva
e necessâria”. Definem psicologia positiva como "estudo
cientifico das forgas e virtudes humanas ordinârias” (p. 216).
Nâo se trata por isso de pessoas extraordinârias, mas da
media da gente que, apesar das dificuldades da vida, mantem
uma vida digna e de cabega levantada. De facto, a maior
parte das pessoas considera-se feliz e satisfeita com a vida
(Myers, 2000). Infelizmente os psicologos conhecem ainda
pouco das razoes do sucesso humano e da coragem em
lidar com a vida.
Este numero do American Psychoîogist traz arţăgos sobre
o papei das emogoes positivas, a felicidade e o bem-estar, o
optimismo, a resiliencia. Um dos artigos mais interessantes e o
de Fredrickson (2001) sobre "o papei das emogoes positivas
9
Description:“Não nos sendo possível tratar todas as emoções positivas e/ou valores, abordamos algumas mais importantes e mais comummente estudadas, com desenvolvimento desigual, conforme as nossas possibilidades e interesses de investigação, começando pelo amor, que dá o tom a tudo e que se correlacio