Table Of ContentMITOLOGIA GREGA
Volume I
© Editora Vozes Ltda.
Rua Frei Luís, 100
25689 Petrópolis, RJ
Brasil
Diagramação
Daniel Sant'Anna
SUMÁRIO
Volume I
Capa – Orelha - Contracapa - Ilustrações
Prefácio, 9
Introdução, 13
As famílias divinas, 19
I. Mitologia grega: preliminares, 25
II. Mito, rito e religião, 35
III. A Grécia antes da Grécia e a chegada dos Indo-Europeus, 43
IV. Dos Jônios à Ilha de Creta, 49
V. Os Aqueus e a Civilização Micênica: a maldição dos Atridas, 67
VI. Tróia histórica, Tróia mítica e as Invasões dos Dórios, 97
VII. Homero e seus poemas: deuses, mitos e escatologia, 115
VIII. Hesíodo, trabalho e justiça: Teogonia, Trabalhos e Dias, 147
IX. A primeira fase do Universo: do Caos a Pontos, 183
X. A Primeira Geração Divina: de Urano a Crono, 195
XI. Ainda a Primeira Geração Divina: filhos e descendentes (De Nix ao Leão de Neméia), 225
XII. Ainda a Primeira Geração Divina: filhos e descendentes (Do rio Nilo a Hécate), 259
XIII. A Segunda Geração Divina: Crono e sua descendência, 275
XIV. A Terceira Geração Divina: Zeus e suas lutas pelo poder, 331
Apêndice — Deuses gregos e latinos, 345
Bibliografia geral, 349
Índice onomástico, 373
Índice analítico, 401
PREFÁCIO
Através do conceito de arquétipo, C. G. Jung abriu para a Psicologia a
possibilidade de perceber nos mitos diferentes caminhos simbólicos para a
formação da Consciência Coletiva. Nesse sentido, todos os símbolos existentes
numa cultura e atuantes nas suas instituições são marcos do grande caminho da
humanidade das trevas para a luz, do inconsciente para o consciente. Estes
símbolos são as crenças, os costumes, as leis, as obras de arte, o conhecimento
científico, os esportes, as festas, todas as atividades, enfim, que formam a
identidade cultural. Dentre estes símbolos, os mitos têm lugar de destaque
devido à profundidade e abrangência com que funcionam no grande e difícil
processo de formação da Consciência Coletiva.
Os pais ensinam aos filhos como é a vida, relatando-lhes as experiências
pelas quais passaram. Os mitos fazem a mesma coisa num sentido muito mais
amplo, pois delineiam padrões para a caminhada existencial através da dimensão
imaginária. Com o recurso da imagem e da fantasia, os mitos abrem para a
Consciência o acesso direto ao Inconsciente Coletivo. Até mesmo os mitos
hediondos e cruéis são da maior utilidade, pois nos ensinam através da tragédia
os grandes perigos do processo existencial.
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Todavia, os arquétipos são ainda mais do que a matriz que forma os
símbolos para estruturar a Consciência. Eles são também a fonte que os
realimenta. Por isso, os mitos, além de gerarem padrões de comportamento
humano, para vivermos criativamente, permanecem através da história como
marcos referenciais através dos quais a Consciência pode voltar às suas raízes
para se revigorar. A obra de Jung demonstrou fartamente que o Inconsciente não
é somente a origem da Consciência, mas, também, a sua fonte permanente de
reabastecimento. Da mesma forma que a noite permite às plantas prepararem-se
para cada novo dia e o sono descansa e reabastece o corpo, assim, também, o
Inconsciente renova a Consciência. Das trevas fez-se a luz, que, através delas, se
mantém. De noite, por meio dos sonhos; de dia, através da fantasia, os
arquétipos produzem e revigoram os símbolos. A interação do Consciente com o
Inconsciente Coletivo, através dos símbolos, forma, então, um relacionamento
dinâmico, extraordinariamente criativo, cujo todo podemos denominar de Self
Cultural. Os mitos são, por isso, os depositários de símbolos tradicionais no
funcionamento do Self Cultural, cujo principal produto é a formação e a
manutenção da identidade de um povo.
A grande utilidade dos mitos, por conseguinte, está não só no ensinamento
dos caminhos que percorrem a Consciência Coletiva de uma determinada
cultura durante sua formação, mas também na delineação do mapa do tesouro
cultural através do qual a Consciência Coletiva pode, a qualquer momento,
voltar para realimentar-se e continuar se expandindo. Mas, poderíamos
perguntar, qual a utilidade do conhecimento dos mitos de uma cultura, tão
diferente quanto a Greco-Romana, para a Consciência Coletiva Brasileira?
Nosso país atravessa atualmente uma fase histórica da maior importância
para a busca de uma identidade a partir da sua sociedade multicultural.
Valorizando nossa ecologia, tentando proteger o que resta das culturas
indígenas, estudando as culturas negras representantes da negritude em nosso
meio, traduzindo os rituais da cultura japonesa já pujantemente existente entre
nós e voltando-nos às nossas raízes ibéricas para acompanhar o renascimento de
Portugal e Espanha do interior do seu enigma histórico, nós brasileiros
caminhamos para descobrir quem somos.
Nesta tarefa, o conhecimento da cultura Greco-Romana muito pode nos ajudar,
tanto pela imitação, quanto pela diferenciação. A imitação nos permite buscar
nossos símbolos e empregá-los como
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Description:Existe ainda algo extraordinário no estudo da Mitologia Grega, para o que . mitologema quem era a "antiga deusa da vegetação" Helena e o significado de rapto Do ponto de vista etimológico, mitologia é o estudo dos mitos,.