Table Of ContentPreencha a (cid:192)(cid:3)(cid:70)(cid:75)(cid:68)(cid:3)(cid:71)(cid:72)(cid:3)(cid:70)(cid:68)(cid:71)(cid:68)(cid:86)(cid:87)(cid:85)(cid:82) no (cid:192) nal deste livro
e receba gratuitamente informações
sobre os lançamentos e as promoções da
Editora Campus/Elsevier.
Consulte também nosso catálogo
completo e últimos lançamentos em
(cid:90)(cid:90)(cid:90)(cid:17)(cid:70)(cid:68)(cid:80)(cid:83)(cid:88)(cid:86)(cid:17)(cid:70)(cid:82)(cid:80)(cid:17)(cid:69)(cid:85)
Takeshy Tachizawa
Rui Otávio Bernardes de Andrade
GESTÃO
SOCIOAMBIENTAL
© 2008, Elsevier Editora Ltda.
Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/98.
Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora,
poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados:
eletrônicos, mecânicos, fotográ(cid:192) cos, gravação ou quaisquer outros.
Copidesque
Adriana Kramer
Editoração Eletrônica
DTPhoenix Editorial
Revisão Grá(cid:192) ca
Marco Antônio Corrêa
Projeto Grá(cid:192) co
Editora Campus/Elsevier
A Qualidade da Informação
Rua Sete de Setembro, 111 – 16o andar
20050-006 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil
Telefone: (21) 3970-9300 Fax (21) 2507-1991
E-mail: [email protected]
Escritório São Paulo
Rua Quintana, 753 – 8o andar
04569-011 – Brooklin – São Paulo – SP
Telefone: (11) 5105-8555
ISBN: 978-85-352-3166-3
Nota: Muito zelo e técnica foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de
digitação, impressão ou dúvida conceitual. Em qualquer das hipóteses, solicitamos a comunicação à nossa
Central de Atendimento, para que possamos esclarecer ou encaminhar a questão.
Nem a editora nem o autor assumem qualquer responsabilidade por eventuais danos ou perdas a
pessoas ou bens, originados do uso desta publicação.
Central de atendimento
tel.: 0800-265340
Rua Sete de Setembro, 111, 16o andar – Centro – Rio de Janeiro
e-mail: [email protected]
site: www.campus.com.br
CIP-Brasil. Catalogação-na-fonte.
Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ
T122g Tachizawa, Takeshy
Gestão socioambiental: estratégias na nova era da sustentabilidade /
Takeshy Tachizawa, Rui Otávio Bernardes de Andrade. — Rio de Janeiro:
Elsevier, 2008.
il.
Inclui bibliogra(cid:192) a
ISBN 978-85-352-3166-3
1. Responsabilidade social da empresa. 2. Proteção ambiental. I. Andrade,
Rui Otávio Bernardes de. II. Título.
CDD: 658.408
08-2395 CDU: 65.012.28
Ao jornalista Alexandre Garrett pelo suporte na pesquisa dos dados que possibilitaram
a análise das empresas da economia nacional. Aos executivos da LAQ Tecnologia, Luiz
Antonio Quilicci Leite e José Paulo Hernandez, pelo inestimável auxílio na estrutura-
ção da arquitetura da base de dados socioambientais das melhores empresas brasileiras
em sustentabilidade. Ao prof. Dr. José Parente de Oliveira, do Instituto Tecnológico da
Aeronáutica, pela imprescindível orientação técnica no desenvolvimento do software de
monitoramento socioambiental.
Apresentação
(cid:2)
Esta obra, primordialmente, pretende prover orientação genérica a uma organi-
zação que objetive aprimorar seu modelo de gestão, compatibilizando-o com as di-
ferentes dimensões da responsabilidade social corporativa e das questões ambientais
e ecológicas. A responsabilidade social na trilha de desastres empresariais envolven-
do consagradas organizações ganha importância como instrumento de gestão para
evitar riscos de escândalos econômicos. Até pouco tempo, a responsabilidade social
corporativa se resumia a doações das empresas, por meio de campanhas comunitá-
rias e contribuições voluntárias. Atualmente o conceito expandiu e se tornou mais
abrangente, incorporando outros fatores importantes como a preservação do meio
ambiente, a valorização do colaborador como parte integrante da empresa, bem
como a preocupação em criar medidas que assegurem sua qualidade de vida dentro
da organização.
Nesse novo cenário empresarial, os clientes têm expectativas de interagir com
organizações que sejam éticas, com boa imagem institucional no mercado e que
atuem de forma ecologicamente responsável. O compromisso pela sustentabilidade
junto aos stakeholders (investidores, clientes, fornecedores, consumidores, ONGs e
comunidade em geral) contribui para a otimização econômica da organização.
É nesse contexto que esta obra avaliou os fatores de infl uência da sustentabili-
dade e as possibilidades do uso de indicadores de desenvolvimento socioambiental
nas empresas brasileiras. Foram analisadas as diferentes atividades econômicas exer-
cidas pelas organizações, relacionando-as com suas estratégias de sustentabilidade.
Como decorrência dessa análise, estabeleceu-se uma metodologia para o diagnóstico
socioambiental, com enfoque diferenciado para cada tipo de organização do cenário
empresarial brasileiro.
O princípio que serviu de base para a estruturação do modelo de diagnóstico
socioambiental foi fundamentado na avaliação do desenvolvimento na empresa, não
do ponto de vista do crescimento econômico, mas pelo prisma de outras dimensões,
capazes de interpretar a realidade humana. Essas dimensões, em sintonia com o cres-
viii Gestão Socioambiental
cimento profi ssional dos colaboradores da empresa, na medida em que convivem
com práticas de sustentabilidade saudáveis, constituíram o embasamento fi losófi co
desta obra, quais sejam: cidadania corporativa, governança corporativa, transparên-
cia e capital humano (qualidade de vida no trabalho; clima organizacional).
Procurou-se evidenciar o crescimento humano do público interno das organi-
zações. Se, de um lado, as demonstrações fi nanceiras (DFs, legalmente estabelecidas
pela legislação) mensuram e divulgam os resultados econômicos da empresa, por
outro lado, o diagnóstico socioambiental avalia o estágio da cidadania corporativa e
da responsabilidade socioambiental em que se encontra a organização.
A proposta de diagnóstico socioambiental considerou a existência de impactos
diferenciados junto às organizações, em função do seu setor econômico de atuação,
e pode ser útil para implementar as estratégias empresariais. As razões que justifi -
cam sua adoção pelas empresas não são apenas decorrência de aderência à legislação
vigente, mas, principalmente, em função da possibilidade de aprimorar a qualidade
dos produtos; incrementar a competitividade das exportações; atender o consumidor
com preocupações ambientais; intensifi car a observância às expectativas e reivindi-
cação da comunidade; atender à crescente pressão de organizações não-governamen-
tais; estar em conformidade com as crenças e os valores da empresa; e melhorar a
imagem perante a sociedade.
É considerada como parte integrante do modelo proposto a questão da respon-
sabilidade social, da gestão ambiental e ecológica e seus refl exos no âmbito das or-
ganizações. Parte-se do pressuposto de que as organizações que implementam deci-
sões estratégicas integradas à questão ambiental e ecológica conseguem signifi cativas
vantagens competitivas, quando não redução de custos e incremento nos lucros a
médio e longo prazos. Os autores compartilham da crença de que a transformação e
a infl uência ecológica nos negócios se farão sentir de maneira crescente e com efeitos
econômicos cada vez mais profundos.
As organizações necessitam compartilhar do entendimento de que há conver-
gência, e não confl ito, entre desenvolvimento econômico e desenvolvimento socio-
ambiental. A expansão da rentabilidade e do desenvolvimento econômico espelhando
o crescimento da riqueza empresarial pode ser compartilhada, de forma sustentável,
com seus colaboradores, acionistas e, indiretamente, com clientes, fornecedores e a
comunidade em geral.
Os autores
Prefácio
(cid:2)
Esta obra é destinada a gestores, executivos, empresários, administradores de or-
ganizações públicas e privadas e estudantes universitários em geral. O embasamento
conceitual e fi losófi co adotado no desenvolvimento deste livro está calcado no enfo-
que sistêmico e nos princípios da sustentabilidade empresarial.
O Capítulo 1 apresenta uma maneira de compreender as organizações e de iden-
tifi car os pressupostos conceituais da gestão ambiental e da responsabilidade social
corporativa. Analisa o novo ambiente empresarial e as tendências da sustentabilidade
empresarial.
No Capítulo 2 analisa-se o atual ambiente da sustentabilidade, transparência e go-
vernança corporativa vigente no Brasil e no exterior. Analisa a crescente implementa-
ção dos balanços sociais pelas empresas brasileiras como instrumento de comunicação
de seu desempenho corporativo junto à comunidade. Sintetiza os diferentes modelos
de divulgação das atividades desenvolvidas pelas empresas. Esses modelos de eviden-
ciação de aspectos não-tradicionais são analisados como ferramenta complementar
aos conhecidos balanços contábeis (demonstrações fi nanceiras legalmente instituídas).
Descreve o exercício da cidadania corporativa e as diferentes formas de divulgação dos
resultados obtidos pelas grandes organizações em termos de governança corporativa.
O Capítulo 3 descreve as recomendações para as organizações que primam pelo
seu desenvolvimento econômico de maneira convergente com a sustentabilidade de
seus negócios. São princípios que auxiliam as organizações a cumprir as suas obriga-
ções de forma abrangente em matéria de gestão socioambiental.
O Capítulo 4 apresenta as características diferenciadas das organizações da eco-
nomia nacional. Foram identifi cadas as diferentes particularidades e estratégias cor-
porativas inerentes a cada setor econômico, úteis para uma posterior análise dos fato-
res socioambientais que infl uenciam a concepção de indicadores de sustentabilidade
em função do tipo de organização enfocada. Analisam-se as dimensões da susten-
tabilidade empresarial relacionando-as com os diferentes tipos de organizações do
universo empresarial brasileiro.
x Gestão Socioambiental
O Capítulo 5 avalia os diferentes enfoques de sustentabilidade que permitem
identifi car os fatores de infl uência na determinação de indicadores de monitoramen-
to socioambiental de forma diferenciada para cada tipo de organização. É proposta
uma abordagem para a estruturação de software de monitoramento e de base de da-
dos socioambientais.
No Capítulo 6 apresentam-se as boas práticas de responsabilidade socioambien-
tal, no atual cenário empresarial brasileiro, como instrumento de gestão para evitar
riscos de desastres corporativos. É feito um mapeamento da sustentabilidade prati-
cada pelas organizações do universo empresarial brasileiro, para fi ns de identifi cação
das estratégias socioambientais mais bem aplicáveis a cada segmento econômico.
Evidencia as estratégias de sustentabilidades nas empresas comerciais; instituições
fi nanceiras; empresas de serviços especializados; instituições do setor educacional;
organizações do setor público e organizações de outros ramos de negócios.
O Capítulo 7 destaca as estratégias de gestão com pessoas convergentes com a
questão da sustentabilidade corporativa, nas diferentes categorias de empresas. Ana-
lisa as possibilidades de treinamento e desenvolvimento de recursos humanos no
contexto da sustentabilidade. O uso de fi lmes como recurso didático sintetiza a ana-
logia que se faz com a capacidade das pessoas de se unirem como uma força de traba-
lho coesa dentro de um cenário de maior valorização do ser humano.
O Posfácio faz uma revisão geral dos pontos mais importantes tratados nesta
obra.
Os exemplos e casos empresariais são apresentados neste livro meramente para
efeito didático e ilustrativo. Foram baseados em pesquisas de mercado e, para esse
efeito, foram consultados balanços, demonstrações fi nanceiras legais e reportagens
publicadas em jornais e revistas especializadas, com destaque para as “Melhores e
Maiores” da Revista Exame, Revista Época e sites do Instituto Ethos , Akatu, Instituto
Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC, Bovespa e instituições correlatas. Os
casos empresariais foram baseados, ainda, em dados obtidos de sites especializados e
aqueles específi cos de organizações que são referência no contexto empresarial brasi-
leiro em estratégias e projetos de sustentabilidade.
Cabe mencionar, ainda, as obras dos autores: Gestão ambiental e responsabilidade
social corporativa: estratégias de negócios aplicadas à realidade brasileira; Organizações
não-governamentais e terceiro setor: criação de ONGs e estratégias de atuação, ambos
da Editora Atlas, e Gestão ambiental: enfoque estratégico aplicado ao desenvolvimento
sustentável, da Pearson Education do Brasil, como precursoras dos temas desenvol-
vidos neste livro.
Capítulo
1
Gestão ambiental
e responsabilidade social
(cid:2)
O movimento socioambientalista cresce em escala mundial.
1.1. Visão geral
Por meio da leitura diária de jornais, revistas especializadas e mídia em geral,
nota-se que a crescente tendência do exercício da responsabilidade social corporativa
por parte das organizações deve continuar de forma permanente e defi nitiva.
Os resultados econômicos passam a depender cada vez mais de decisões empre-
sariais que levem em conta que: a) não há confl ito entre lucratividade e a questão
socioambiental; b) o movimento de sustentabilidade cresce em escala mundial; c)
clientes e comunidade em geral passam a valorizar cada vez mais a adoção das práti-
cas socioambientais por parte das organizações; d) o faturamento das empresas sofre
pressões do comportamento de consumidores que enfatizam, cada vez mais, suas
preferências por produtos e organizações ambientalmente corretas.
A responsabilidade socioambiental é a resposta natural das empresas ao novo
cliente, o “consumidor verde” e ecologicamente correto. A “empresa verde” passou
a ser sinônimo de bons negócios e, no futuro, será a principal forma de empreen-
der negócios de forma duradoura e lucrativa. Em outras palavras, quanto antes as
organizações começarem a enxergar a sustentabilidade como seu principal desafi o e
como oportunidade competitiva, maior será a chance de que sobrevivam. A expansão
da consciência coletiva com relação ao meio ambiente e a complexidade das atuais
demandas sociais que a comunidade repassa às organizações induzem um novo po-
sicionamento por parte dos empresários e executivos diante de tais questões. Um dos
efeitos da competição global foi o redirecionamento do poder para as mãos do com-
prador. Em muitos setores econômicos, o mercado comprador existe simplesmente
Gestao socioambiental 2.indd 1 29/07/2008 13:32:04
2 Gestão Socioambiental
porque há mais concorrentes e um excesso de oferta. O comprador está aprendendo
a usar esse novo poder.
1.2. Responsabilidade socioambiental
O comportamento dos consumidores está criando novas relações com as empre-
sas no mundo inteiro e delineando os contornos de uma nova ordem econômica. Na
Europa, questões de segurança envolvendo os direitos dos consumidores já estão na
pauta das negociações comerciais, e suas conclusões certamente vão infl uenciar no
sistema de trocas mundiais. Já é natural levar em conta os direitos dos consumidores
nas diversas formas de regulação das relações econômicas. O mais provável é que essa
tendência marque o perfi l da economia globalizada nas próximas décadas.
O novo contexto econômico se caracteriza por uma rígida postura dos clientes
voltada à expectativa de interagir com organizações que sejam éticas, que tenham boa
imagem institucional no mercado e que atuem de forma socioambientalmente res-
ponsável. Diante de tais transformações econômicas e sociais, uma indagação pode-
ria emergir, ela foi a questão central da pesquisa desenvolvida pelos autores: a questão
socioambiental seria um mero surto passageiro de preocupações que demandariam
medidas com pesado ônus para as empresas que a adotarem?
Os resultados dessa pesquisa, que constituíram os fundamentos do presente livro,
abrangeram as questões de sustentabilidade e uso de instrumentos socioambientais
na gestão das empresas na forma de balanço social, governança corporativa, normas
ISO/ABNT, norma de Social Accountability – SA e norma tipo AccountAbility - AA
e equivalentes. Esses instrumentos gerenciais, que complementam as demonstrações
fi nanceiras legalmente estabelecidas pela legislação na forma de balanços contábeis,
podem se constituir em fatores de monitoramento e tomada de decisões empresariais
de extrema infl uência nos resultados corporativos. Nessa pesquisa foram inventaria-
dos, ainda, elementos relevantes para a concepção de indicadores de desenvolvimento
socioambiental – IDS. Se os balanços contábeis, por um lado, evidenciam os resultados
econômicos, por outro, o IDS está centrado no ser humano e na comunidade em geral
como razão de ser desse desenvolvimento econômico. Ou seja, o IDS refl ete o desen-
volvimento da organização sob o prisma das dimensões humanas, interpretando a rea -
lidade vivida pelos colaboradores da empresa e pela sociedade na qual está inserida.
A pesquisa nacional desenvolvida pelos autores, que elegeu organizações como
referência nacional em sustentabilidade, revelou que as práticas de responsabilidade
socioambiental são incipientes devido a sua complexidade, variedade e recente valo-
rização nas atividades produtivas.
Outras conclusões relevantes da pesquisa foram: os procedimentos associados às
práticas da sustentabilidade variam de acordo com o setor econômico ao qual as em-
Gestao socioambiental 2.indd 2 29/07/2008 13:32:27