Table Of ContentCOLEÇÃO EXPLORANDO O ENSINO
FILOSOFIA
VOLUME 14
ENSINO MÉDIO
COLEÇÃO EXPLORANDO O ENSINO
Vol. 1 – Matemática
Vol. 2 – Matemática
Vol. 3 – Matemática
Vol. 4 – Química
Vol. 5 – Química
Vol. 6 – Biologia
Vol. 7 – Física
Vol. 8 – Geografia
Vol. 9 – Antártica
Vol. 10 – O Brasil e o Meio Ambiente Antártico
Vol. 11 – Astronomia
Vol. 12 – Astronáutica
Vol. 13 – Mudanças Climáticas
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Centro de Informação e Biblioteca em Educação (CIBEC)
Filosofia: ensino médio / Coordenação, Gabriele Cornelli,
Marcelo Carvalho e Márcio Danelon . - Brasília :
Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010.
212 p. : il. (Coleção Explorando o Ensino ; v. 14)
ISBN 978-85-7783-038-1
1. Filosofia. 2. EnsinoMédio. I. Cornelli, Gabriele. (Coord.) II. Carvalho,
Marcelo. (Coord.) III. Danelon, Márcio. (Coord.) IV. Brasil. Ministério da Educação.
Secretaria de Educação Básica. V. Série.
CDU 1:373.5
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
FILOSOFIA
Ensino Médio
Brasília
2010
Secretaria de Educação Básica Coordenação da obra
Gabriele Cornelli
Diretoria de Políticas de Marcelo Carvalho
Formação, Materiais Didáticos e Márcio Danelon
de Tecnologias para
Educação Básica Autores
Filipe Ceppas
Coordenação-Geral de Materiais Gabriele Cornelli
Didáticos João Carlos Salles
Juvenal Savian Filho
Equipe Técnico-Pedagógica Marcelo Carvalho
Andréa Kluge Pereira Marcelo Guimarães
Cecília Correia Lima Márcio Danelon
Elizangela Carvalho dos Santos Marilena Chaui
Jane Cristina da Silva Olgaria Matos
José Ricardo Albernás Lima Plínio Junqueira Smith
Lucineide Bezerra Dantas Priscila Rossinetti Rufinoni
Lunalva da Conceição Gomes Silvio Gallo
Maria Marismene Gonzaga Walter Omar Kohan
Equipe de Apoio Administrativo UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO
Gabriela Brito de Araújo PAULO – UNIFESP
Gislenilson Silva de Matos Instituição responsável pelo processo
Neiliane Caixeta Guimarães de elaboração dos volumes
Paulo Roberto Gonçalves da Cunha
1) As opiniões, indicações e referências são de responsabilidade dos autores
cujos textos foram publicados neste volume.
2) Em todas as citações foi mantida a ortografia das edições consultadas.
Tiragem 27.934 exemplares
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Sala 500
CEP: 70047-900
Tel: (61) 2022 8419
Sumário
APRESENTAÇÃO .................................................................................................7
INTRODUÇÃO .....................................................................................................9
Gabriele Cornelli
MarCelo Carvalho
MárCio Danelon
PRIMEIRA PARTE
O ENSINO DE FILOSOFIA NO BRASIL: TRÊS GERAÇÕES
Capítulo 1
Debate com Marilena Chauí, João Carlos Salles e Marcelo Guimarães ...........13
MarCelo Carvalho
Marli Dos santos
SEGUNDA PARTE
DIDÁTICA DA FILOSOFIA: A PRÁTICA DO ENSINO DA FILOSOFIA
ATRAVÉS DE SEUS TEMAS
Capítulo 2
História da filosofia antiga: começar pelo diálogo .............................................45
Gabriele Cornelli
Capítulo 3
História da filosofia medieval: um mosaico de culturas e pensamentos...........59
Juvenal savian Filho
Capítulo 4
Ética e filosofia política: o pensamento de Walter Benjamin ...........................85
olGária Matos
Capítulo 5
Lógica e linguagem. O que se diz e o que se cala: Wittgenstein e os limites da
linguagem
MarCelo Carvalho .............................................................................................101
Capítulo 6
Filosofia da arte e estética: um caminho e muitos desvios ...............................117
PrisCila rossinetti ruFinoni
Capítulo 7
Teoria do conhecimento e filosofia da ciência: conhecimento como crença
verdadeira justificada .......................................................................................143
Plínio Junqueira sMith
TERCEIRA PARTE
FILOSOFIA DO ENSINO DE FILOSOFIA: QUESTÕES TEÓRICAS DA
PRÁTICA DO ENSINO
Capítulo 8
Ensino de filosofia: avaliação e materiais didáticos.........................................159
sílvio Gallo
Capítulo 9
Anotações sobre a história do ensino de filosofia no Brasil .............................171
FiliPe CePPas
Capítulo 10
Em torno da especificidade da filosofia: uma leitura das orientações
curriculares nacionais de filosofia para o ensino Ensino Médio .....................185
MárCio Danelon
Capítulo 11
O ensino de filosofia e a questão da emancipação ..........................................203
Walter oMar Kohan
Apresentação
A Coleção Explorando o Ensino tem por objetivo apoiar o tra-
balho do professor em sala de aula, oferecendo-lhe um material 4
1
científico-pedagógico que contemple a fundamentação teórica e e
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metodológica e proponha reflexões nas áreas de conhecimento das
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etapas de ensino da educação básica e, ainda, sugerir novas formas ol
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de abordar o conhecimento em sala de aula, contribuindo para a –
formação continuada e permanente do professor. a
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Planejada em 2004, no âmbito da Secretaria de Educação Básica o
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do Ministério da Educação, a Coleção foi direcionada aos professores o
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dos anos finais do ensino fundamental e ensino médio e encaminha-
da às escolas públicas municipais, estaduais, federais e do Distrito
Federal e às Secretarias de Estado da Educação. Entre 2004 e 2006
foram encaminhados volumes de Matemática, Química, Biologia,
Física e Geografia: O Mar no Espaço Geográfico Brasileiro. Em 2009,
foram cinco volumes – Antártica, O Brasil e o Meio Ambiente An-
tártico, Astronomia, Astronáutica e Mudanças Climáticas.
Agora, essa Coleção tem novo direcionamento. Sua abran-
gência foi ampliada para toda a educação básica, privilegiando
os professores dos anos iniciais do ensino fundamental com seis
volumes – Língua Portuguesa, Literatura, Matemática, Ciências,
Geografia e História – além da sequência ao atendimento a pro-
fessores do Ensino Médio, com os volumes de Sociologia, Filosofia
e Espanhol. Em cada volume, os autores tiveram a liberdade de
apresentar a linha de pesquisa que vêm desenvolvendo, colocando
7
seus comentários e opiniões.
A expectativa do Ministério da Educação é a de que a Coleção
Explorando o Ensino seja um instrumento de apoio ao professor,
contribuindo para seu processo de formação, de modo a auxiliar na
reflexão coletiva do processo pedagógico da escola, na apreensão
das relações entre o campo do conhecimento específico e a proposta
pedagógica; no diálogo com os programas do livro Programa Na-
cional do Livro Didático (PNLD) e Programa Nacional Biblioteca
da Escola (PNBE), com a legislação educacional, com os programas
voltados para o currículo e formação de professores; e na apro-
priação de informações, conhecimentos e conceitos que possam ser
compartilhados com os alunos.
Ministério da Educação
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Introdução
Gabriele Cornelli*
Marcelo Carvalho**
Márcio Danelon***
No inferno no qual vivemos todos os dias [...] existem duas ma-
neiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: 4
aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de e 1
percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem m
contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do in- u
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ferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço.1 V
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É comum ouvir relatos de professores que atuam diariamente a
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em sala de aula com relação ao verdadeiro inferno em que a prática s
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docente se transformou. Não é o caso aqui de enfrentar os moti- l
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vos das dificuldades, sejam reais, como percebidas, do sistema de
ensino brasileiro. Há certamente importantes análises e políticas
públicas dedicadas a desvendar e corrigir os motivos profundos
destes desacertos.
* É professor adjunto do Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília.
Pós-doutor em Filosofia Antiga pela UNICAMP e pela Università degli Studi
di Napoli, doutor em filosofia pela USP, é atualmente Presidente da Sociedade
Brasileira de Platonistas, Coordenador do Grupo Archai e Editor da Revista
Archai: as origens do pensamento ocidental.
** Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo, possui Mestrado e Gra-
duação em Filosofia pela mesma Universidade. Atualmente é professor da Uni-
versidade Federal de São Paulo e Coordenador do Programa de Pós-Graduação
em Filosofia desta universidade.
*** Doutor em educação filosofia da educação. Professor na Faculdade de Educação
da Universidade Federal de Uberlândia.
9
1 CAlvINo, Italo. As cidades invisíveis. São Paulo: o Globo, 2003. p. 158.
o que nos preme assinalar é que a filosofia, que volta agora a
estar presente no ensino, o faz em anos de profunda crise do sistema
escolar. Dramaticamente, o célebre final, acima citado, das Cidades
Invisíveis do escritor Ítalo Calvino é aqui proposto como uma metá-
fora dos problemas que os professores de filosofia estão encontrando
nesta volta. Mas quer ser também um mapa conceitual para o enfren-
tamento destas dificuldades, sugerindo que a presença da filosofia no
ensino possa se constituir como um elemento que permita o contínuo
reconhecimento dos desafios do ensino-aprendizagem, e não mais
uma tentativa de varrê-los para baixo do tapete, de esconder a crise.
Filosofia e crise se frequentam há muito tempo, ao menos desde
a Atenas clássica: o professor de filosofia é certamente chamado a
ser protagonista desta crise, em busca de novas oportunidades de
o
n estruturação do saber e de seu ensino formal.
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ns Com o objetivo de oferecer material de aprofundamento da
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prática didática e de auxílio à formação continuada para professores
o
o de filosofia do Ensino Básico, o presente volume da Coleção Explo-
d
n rando o Ensino reúne contribuições de alguns dos mais significativos
a
r especialistas na área de filosofia e seu ensino no País.
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pl o livro é dividido em três partes, sendo a primeira parte de-
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E dicada à edição de uma entrevista que, articulando as falas e a his-
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tória de três gerações de professores de filosofia, se propõe a traçar
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e o perfil, em termos comparativos, de três momentos do ensino da
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C filosofia no Brasil.
A segunda parte é estruturada em diversos textos que apresen-
tam cada um uma diferente área de trabalho em filosofia, de modo
a tanto subsidiar o professor do ensino médio em suas propostas
de aula como mesmo a consolidar sua formação no tema específico.
Gabriele Cornelli enfrenta a problemática de se estudar filosofia
antiga no Brasil e da relevância deste estudo num País situado na
outra margem do pensamento ocidental. Aborda a questão como uma
oportunidade/desafio enquanto discute o que seja filosofia antiga
e como buscar caminhos para ensiná-la, especificamente através
dos diálogos de Platão. Juvenal Savian Filho trata da pertinência
e do sentido histórico-filosófico do termo medieval, assim como
das limitações impostas por esse conceito. Faz considerações so-
bre os mal-entendidos e clichês a respeito do pensamento medieval,
10
abordando a questão da continuidade com o período antigo e a