Table Of Content/0 7
REVISTA DE
HISTÓRIA
DA ARTE
ON COPYING: COPIES
OF PAINTINGS FROM
RE NAISSANCE
TO BAROQUE
JOURNAL DIRECTORS (IHA/FCSH/UNL)
Joana Cunha Leal
Alexandra Curvelo
Margarida Brito Alves
Pedro Flor
JOURNAL COORDINATION
Ana Paula Louro (IHA/FCSH/NOVA)
PUBLISHER
Instituto de História da Arte
EDITORS
Pedro Flor
Raquel Seixas
AUTHORS
Miquel Herrero-Cortell | Isidro Puig Sanchis 3
Pedro Flor | Almudena Pérez de Tudela
Paula Leite Santos | David García Cueto
Susana Varela Flor | Rafael Japón | Clara Bargellini EDITORIAL
Elsa Arroyo | Eumelia Hernández | José Luís Ruvalcaba
Marco Cardinali | Iván Rega Castro | Nuno Saldanha Pedro Flor
José Policarpo Cruz Cabrera
Clara Habib de Salles Abreu
REVIEWERS (in alphabetical order)
António Candeias (HERCULES / Universidade de Évora)
5
Carla Mazzarelli (Università della Svizzera italiana)
David García Cueto (Universidad Granada)
Eduardo Lamas-Delgado (KIK-IRPA – Brussels) ENTREVISTA
Isabel Mendonça (IHA/FCSH/UNL)
José Alberto Gomes Machado (Universidade de Évora) David García Cueto
Luísa Elena Alcalá (Universidad Autónoma de Madrid)
Maria João Pereira Coutinho (IHA/FCSH/UNL)
Sílvia Ferreira (IHA/FCSH/UNL)
Vítor Serrão (ARTIS/FLUL/Univ. de Lisboa)
7
DESIGN
José Domingues (Undo)
DOSSIER
151
BOOK REVIEWS
155
Cover
Anonymous 19th century painter, St. Jerome, NOTÍCIAS
Cathedral of Puebla, Puebla, Mexico.
Photo: Eumelia Hernández, IIE, UNAM.
E D I T O R I A L
O
presente número 7 da Revista de História mais afamadas oficinas, as obras copiadas não têm merecido PEDRO FLOR
Universidade Aberta /Instituto
da Arte — série W tem por base o trabalho a devida atenção por parte da historiografia. O mero rótulo
de História da Arte
desenvolvido por uma seleção de autores que de ‘cópia’ aposto a tais pinturas conferiu‑lhes um estatuto de NOVA‑FCSH
participaram em Outubro de 2016 no Con‑ menoridade, do nosso ponto de vista incompreensível, pelo
gresso Internacional “A Cópia Pictórica em Portugal, Espa‑ facto de constituirem igualmente um documento do gosto
nha e no Novo Mundo, 1552‑1752”, promovido pelo Instituto artístico e das inclinações religiosas da sociedade da época.
de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Hu‑ Além disso, como testemunho de um tempo passado, as
manas da Universidade Nova de Lisboa, no âmbito da sua cópias pictóricas revelam‑nos alguns dos mais importantes
integração no projecto internacional “COPIMONARCH — La processos de transferência e disseminação de modelos, con‑
copia pictorica en la Monarquía Hispánica (siglos XVI‑XVIII) ducentes à actualização dos referentes iconográficos e plás‑
— HAR2014‑52061”, financiado pelo Ministério da Economia ticos de pintores, de acordo com os ditames do consumo ar‑
e Competitividade do Governo de Espanha. Tal encontro de tístico. Dando continuidade à prática medieval da cópia, as
carácter científico pretendeu então reflectir sobre o fenómeno oficinas de pintura do período moderno citam flagrantemente,
da cópia nesses territórios, abarcando um período de cerca por vezes na íntegra, os artistas mais considerados ao tempo.
de dois séculos, iniciando‑se em 1552, data da chegada do A aprendizagem do processo criativo e a interiorização dos
pintor Antonio Moro a Portugal e concluindo‑se em 1752, mo‑ sinais estéticos e das soluções ornamentais desses mestres
mento da fundação da Real Academia de Belas Artes de São tornavam‑se vitais na formação de artistas, tanto em ambien‑
Fernando em Madrid. A escolha das datas não foi inocente e, te corporativo oficinal, como nas primeiras academias criadas
como ficou dito então no livro de resumos do Congresso, am‑ para o ensino da nobre arte da pintura.
bos os acontecimentos pressupunham um certo tipo de início A emergência do mercado de pinturas e do coleccionis‑
e termo para o fenómeno da cópia durante a Idade Moderna mo na Europa moderna impõe um amplo e eficaz mecanismo
no âmbito Ibérico. de cópia e reprodução de obras, para o qual contribuiu de‑
No universo das pinturas realizadas entre os séculos XVI finitivamente a impressão e circulação das gravuras no meio
e XVIII, em contexto peninsular e transatlântico, contam‑se artístico. Estas facilitaram a retoma dos temas ou a cópia de
inúmeros exemplos que, por exigência do mercado de obras pormenores de pinturas italianas ou flamengas, entretanto
de arte ou ainda por motivações devocionais, mimetizaram consagradas pela recepção do tempo, na hora de (re)criar
modelos dos mestres mais reputados ao tempo: as cópias novas peças, posteriormente lançadas no mercado. A título
pictóricas. Ao contrário desses arquétipos procedentes das de exemplo, refira‑se que desde cedo as pinturas de Rafael,
4 RHA 07 EDITORIAL
Ticiano, Bassano, Rubens ou Van Dyck se transformaram em cópia por via dos exames laboratoriais, campo cada vez mais
alvos preferenciais para a cópia pictórica, viajando por todo o imprescindível para o correcto entendimento do fenómeno da
continente europeu e demais territórios exógenos, prestando cópia. Seleccionaram‑se as melhores propostas e as mais exem‑
testemunho dos vínculos diplomáticos, comerciais e culturais plificativas do assunto em apreço, incluindo também alguns
que uniam os vários centros e periferias artísticas. contributos de investigação desenvolvida entretanto no seio
Constituída a Comissão Científica do Congresso para arbi‑ do projecto “Copimonarch”. Este número da série W resulta
tragem, foi lançado um call for papers de índole internac ional, naturalmente das comunicações apresentadas, do esforço in‑
procurando captar na comunidade científica as principais ten‑ vestigativo dos autores e instituições que os apoiaram, e da in‑
dências historiográficas e as mais recentes práticas metodo‑ corporação das sugestões prestadas pela arbitragem científica,
gológicas de investigação para contribuir positivamente para sempre que consideradas necessárias.
o status quaestionis. As propostas a submeter dividiram‑se em
quatro grandes áreas, seguindo um critério cronológico e tam‑
bém monográfico, onde não faltou a dimensão de análise da
E N T R E V I S T A
1) Qual a importância para a História da Arte do estudo
da cópia pictórica na época moderna (XVI-XVIII)?
Desde el modelo historiográfico más actual, que tiende
DAVID GARCÍA CUETO
a valorar no solo la dimensión estética, sino también la
Profesor Titular de Historia del Arte
significación de la obra de arte en su contexto orginario,
Universidad de Granada
el estudio de la copia pictórica aporta numerosos elementos [email protected]
para la mejor comprensión de los procesos creativos y la
transmisión de modelos en la Edad Moderna. Gracias a
las copias, las novedades ofrecidas por grandes maestros
italianos o flamencos ‑Caravaggio, Guido Reni, Rubens
o Van Dyck, entre muchos otros‑ fueron conocidas en
lugares geográficamente distantes a donde se conservaban
los originales de estos creadores, contribuyendo así a la
evolución estilísticas de escuelas como la portuguesa o la
española. Por otro lado, el coleccionismo de copias por
parte de miembros de la realeza, la aristocracia y el alto
clero durante los siglos XVI al XVIII pone de manifiesto
que la consideración de este tipo de obras no fue la de
subproducto, sino que por el contrario tuvieron un notable
aprecio como modo de conocer las “invenciones” de los más
afamados artistas.
2) Temos assistido a um crescente interesse na questão
da cópia pictórica nos últimos anos ou é matéria que ainda
não foi alvo de séria reflexão pela historiografia recente?
El interés académico por el fenómeno de la copia ha ido
claramente en aumento en estos últimos años, circunstancia
6 RHA 07 ENTREVISTA DaviD García cueto
que se encuentra también aparejada de una mayor se está deteriorando, para sustituir un original que cambia
cotización de ciertas copias pictóricas en el mercado del de ubicación, por motivos de devoción... De esta manera, el
arte y las subastas. Este ascenso seguramente va ligado alcance del fenómeno de la copia pictórica en enorme, tanto
a ciertas particularidades de la cultura postmoderna en la para el avance de una moderna Historia del Arte como para
que actualmente vivimos, en la que la multiplicación de las la mejor comprensión del patrimonio histórico artístico que
imágenes a través del formato digital nos lleva a convivir poseen, por ejemplo, las naciones ibéricas.
diariamente con infinidad de “copias”, las cuales marcan de
forma constante nuestra manera de relacionarnos con el
mundo. Esta nueva sensibilidad postmoderna seguramente 4) O tema da cópia pictórica ficou esgotado ao longo
ha tenido que ver en el renacer del interés por las copias da duração do projecto “Copimonarch”?
pictóricas. En absoluto! El proyecto “Copimonarch” ha dado unos
primeros pasos en el conocimiento del fenómeno, pero es
muchísimo lo que aún queda por investigar en el ámbito de
3) Da experiência da coordenação do projecto los territorios hispánicos, y me atrevería también a afirmar
“Copimonarch”, podemos definitivamente afirmar que que la situación es análoga en los países de cultura lusa.
a cópia pictórica é apenas um exercício prático elaborado En el horizonte de esta investigación se entrevé además,
a partir de uma obra de um grande mestre? desde mi punto de vista, la cercanía con otros soportes
Podríamos decir que el tipo elemental de copia parte en de la imagen, como puede ser en el caso portugués el
efecto de ese proceso de replicar la obra de un maestro azulejo. La copia de modelos pictóricos célebres a través
célebre por parte de otro artista, pero la diversidad de de la azulejería portuguesa ofrece un campo vastísimo
variantes que ese procedimiento encierra son muy numerosas, de trabajo, como ha puesto de manifiesto el proyecto
haciendo más complejo el fenómeno. Podemos encontrar DIGITILE [http://www.digitile.org]. Animo desde aquí a
copias hechas directamente a la vista del original, copias los investigadores que puedan estar interesados a seguir
hechas a partir de otra copia, copias realizadas basándose en trabajando sobre la copia pictórica, es mucho aún lo que nos
un grabado, copias que retoman solo en parte un original... puede aportar para el conocimiento de la Historia del Arte.
Esa variedad de casos puede también establecerse en cuanto
a la variedad de las motivaciones del copiado: copias hechas
para aprender, para conservar la memoria de un original que
D O S S I E R
8 46 82 115
EVIDENCIAS TRÊS PLACAS COM COPIAS SACRAS ANDRÉ
DE PROCESOS CENAS DA VIDA Y ORIGINALES GONÇALVES
MECÁNICOS Y DA VIRGEM NO PROFANOS: LA — O TALENTO DE
SEMIMECÁNICOS MUSEU NACIONAL COLECCIÓN BEM FURTAR.
DE COPIA DE SOARES DOS PICTÓRICA... A ABELHA
MIQUEL HERRERO‑CORTELL REIS... RAFAEL JAPÓN E O MACACO...
ISIDRO PUIG SANCHIS
PAULA LEITE SANTOS NUNO SALDANHA
19 56 96 131
UNE COPIE MADRID COMO CARAVAGGIO COPIA PICTÓRICA
D’UN ORIGINAL CENTRO DE COPIES IN MEXICO Y DIFUSIÓN DE
DE FRANÇOIS COPIADO CLARA BARGELLINI MODELOS EN EL
ELSA ARROYO
CLOUET PICTÓRICO VIAJE DE ESPAÑA
EUMELIA HERNÁNDEZ
(C.1515‑1572) AU DURANTE... JOSÉ LUIS RUVALCABA DE ANTONIO
MARCO CARDINALI
PALAIS NATIONAL DAVID GARCÍA CUETO PONZ...
DA AJUDA JOSÉ POLICARPO CRUZ
CABRERA
PEDRO FLOR
32 69 103 141
ALGUNAS COPIAS PORTRAITS OF EL CALCO EN MODELOS
DE PINTURAS KING JOHN IV MURILLO. LAS EUROPEUS
DE LA COLECCIÓN OF PORTUGAL: COPIAS Y EL NA PINTURA
DE FELIPE II PARA ICONOGRAPHY PROCEDIMIENTO COLONIAL
EL MONASTERIO AND COPIES DE COPIA... BRASILEIRA...
DE EL ESCORIAL SUSANA VARELA FLOR IVÁN REGA CASTRO CLARA HABIB DE SALLES
ABREU
ALMUDENA PÉREZ
DE TUDELA
EVIDENCIAS DE
PROCESOS MECÁNICOS
Y SEMIMECÁNICOS
DE COPIA EN PINTURAS
DE LA EDAD MODERNA:
ALGUNOS CASOS
PRÁCTICOS
EVIDENCIAS DE
PROCESOS MECÁNICOS
Y SEMIMECÁNICOS DE
COPIA EN PINTURAS
DE LA EDAD MODERNA:
ALGUNOS CASOS
PRÁCTICOS*
RESUMEN
El estudio analítico procedimental de las copias pictóricas revela
MIQUEL HERRERO-CORTELL información sustancial sobre su propia génesis, que a su vez
ISIDRO PUIG SANCHIS desvela aspectos relevantes para la comprensión de la obra y
Departament d’Història de l’Art Història
su contexto. Toda copia pictórica deja por lo general algún tipo
Social, Universitat de Lleida.
de vestigio, bien en la obra objeto de copia, bien en un soporte
[email protected]
[email protected] auxiliar, o bien en la obra resultante del proceso de duplicado,
pistas que permiten identificarlas como copias o entender su rol
dentro de este proceso, tan habitual en los talleres pictóricos de
la Edad Moderna. El presente artículo repasa algunas de estas
evidencias en varios casos de estudio, que sintetizan las diversas
metodologías existentes entre los siglos XV y XVIII, con la
finalidad de obtener duplicados de pinturas.
PALABRAS CLAVE COPIAS; PINTURAS; DIBUJO; CUADRÍCULAS;
CALCOS
ABSTRACT
The analytical and procedural study of pictorial copies reveals
substantial information about the creation of those paintings,
which in turn shows relevant aspects for the understanding
of those artwork in their context. Every pictorial copy usually
leaves some kind of vestige, either in the work object of copy,
either in an auxiliary medium, or in the work resulting from the
duplication process. All that clues allow us to identify them as
* El presente trabajo se inscribe dentro de copies as well as to understand their role within this process
las actividades del el grupo de investigación of copying, so usual in the pictorial workshops of the Modern
consolidado ACEM (“Arte y Cultura de Época
Age. This paper reviews some of these evidences in several
Moderna”), financiado por la Generalitat de
Catalunya, [2014SGR242] y cuenta también con case studies, which synthesize the different methodologies
el apoyo del Ministerio de Educación, Cultura y existing between the 15th and 18th centuries, in order to
Deporte, mediante la concesión de una ayuda
obtain duplicates of paintings.
[FPU2014/01768] para el desarrollo de la tesis
doctoral: “Procedimientos técnicos, soportes,
y materiales empleados en los obradores KEYWORDS COPIES; PAINTINGS; DRAWINGS; SQUARE GRIDS;
pictóricos de la Corona de Aragón (S. XV- XVI)”. TRACINGS
10 RHA 07 DOSSIER eviDeNciaS De ProceSoS MecÁNicoS Y SeMiMecÁNicoS De coPia eN PiNturaS De La eDaD MoDerNa
–
1. Introducción existencia, —a veces más allá de la voluntad inicial de sus –
A
–
bordar el fenómeno de la copia pictórica en la autores—, el grado de conocimiento técnico de quienes las
–
Edad Moderna desde un prisma eminentemente realizaron, la consideración que tenían por el modelo, su nivel
–
práctico —técnico o procedimental— supone de dependencia al mismo, etc. Todos estos factores, en una –
una vía todavía algo inusual de aproximación a lectura holística, proporcionan, en última instancia, datos –
–
su estudio, en un momento tan fecundo para la investigación sociales, históricos, empíricos, materiales, procedimentales,
–
metaformal y material de las obras de arte. Un cierto poso técnicos o científicos que vienen a enriquecer el análisis del
–
peyorativo orbita todavía alrededor del propio concepto hecho artístico. –
de ‘copia’; un lastre romántico que la historiografía todavía Antes de entrar en materia, conviene efectuar algunas
arrastra. Consideradas tradicionalmente objetos artísticos aclaraciones y establecer una serie de premisas que nos
‘de segunda clase’ (Herrero‑Cortell 2016, 12), a las copias ayudarán a entender qué vestigios pueden buscarse en las
se les ha despojado —a menudo injustamente— del hic et copias y dónde localizarlos. En primer lugar es necesario
hoc,1 del aura de lo original, único e irrepetible y, salvando tener en cuenta que, de cara al estudio técnico, material y
algunas excepciones, se les ha desterrado a los confines de procedimental, en los procedimientos de
la investigación histórico‑artística (Morón 1998, 117‑119). Este duplicado de una pintura intervienen dos
1 Este concepto, desarrollado por Walter Benjamin en su
hecho ha motivado que los análisis técnicos efectuados a grandes bloques de procesos técnicos: por
ensayo La obra de Arte en la época de la reproductibilidad
copias, a diferencia de aquellas obras consideradas ‘originales’ una parte aquellos que constituyen sistemas técnica, ha sido tradicionalalmente esgrimido en contra
de las copias al no hecerlas partícipes del fenómeno de
sean todavía inusuales entre algunas instituciones, ya no tanto de registro o de captura del modelo y, por otra,
la originalidad acotado por las coordenadas espacial
por sus costos —que no tienen por qué ser tan elevados como aquellos alusivos a las técnicas de transposición, y temporal. (Benjamin 2003). En realidad el fenómeno
de las copias pictóricas también presenta sus propias
siempre se les presupone—, sino por todo lo que implica que permiten la fijación de los antedichos
coordenadas hic et hoc y, aunque no pueda gozar
trabajar en un ámbito como el de la copia, que parece adolecer modelos (fig. 1). Entre los primeros, que se del estatus de ‘originalidad’ goza, en cambio, de otro
fenómeno importantísimo en un ámbito como el de la
de cualquier interés y suena tan baladí como innecesario.2 Sin usan para sacar de otras pinturas, destacan: los
difusión de las imágenes: el de la ‘multiplicidad’.
embargo, en los próximos años, una mayor sistematización efectuados ‘a mano alzada’; los que se realizan
2 En un reciente artículo defendíamos también la
en su estudio va aportar resultados significativos y deparará por relación de puntos; mediante cuadrícula; necesidad de publicar los estudios técnicos y analíticos
de obras consideradas de menor relevancia, para evitar
notables sorpresas, al evidenciar que no siempre lo que se ha con calcos en soportes transparentes (vidrios,
caer en el tópico de hacer una Historia del Arte parcial,
considerado copias son en realidad duplicados, y viceversa, velos, pergaminos o papeles translúcidos); o sesgada y determinada por grandes intereses modales
(Puig; Herrero-Cortell 2016, 62-65).
del mismo modo que no siempre la pintura más acabada y la por estampación. Entre los segundos, utilizados
más perfecta resulta ser la original.3 para transferir el dibujo del auxiliar al soporte 3 Resulta conveniente aquí apuntar cómo muchas
veces se ha pervertido el concepto de ‘originalidad’ en
Si el estudio analítico de las pinturas ‘originales’ permite definitivo, se encuentran: la transposición
la pintura; en ocasiones se ha obviado, por ejemplo la
entender una serie de factores que dan respuestas a su ‘a mano alzada’; los resultantes del uso de existencia de ‘originales múltiples’; se ha jerarquizado en
obras ‘de primera y de segunda’ sin ni siquiera atender
propia existencia, esto mismo es aplicable a los duplicados papel‑carbón o papeles impregnados con
a criterios cualitativos, tan sólo repitiendo patrones
pictóricos. Sin embargo, estos últimos aportan otro tipo de pigmentos; los procedimientos relacionados historiográficos resultantes del influjo de las modas,
tendencias y gustos . El estudio de las copias, al igual que
información diferente a aquella relacionada con los avatares con la cuadrícula; el estarcido; o los diversos
el estudio de las falsificaciones, se hace necesario como
del proceso creativo de una determinada obra: la realidad métodos de incisión. Se trata de dos procesos contorno delimitador, como frontera imprescindible para
comprender el dintorno del hecho artístico: difícilmente se
física, material y formal de las copias pictóricas también bien diferenciados, que necesariamente han
puede acotar aquello ‘original’ sin definir aquello que no
atesora pequeñas pistas y claves que nos permiten precisar de darse conjuntamente, lo que puede acabar lo es. Para concluir baste mencionar aquí el ejemplo del
recientemente descubierto prototipo del retrato de Carlos
y concretar técnicamente cómo se ejecutaron. Esto, a su vez, redundando en una treintena de posibles
IV elaborado por Francisco de Goya, que se consideró
aporta información colateral sobre el contexto cronológico métodos, al combinarse entre sí. una copia de taller hasta que una profunda investigación
desveló su verdadera naturaleza de ‘cabeza de serie’
y espacial que las creó, el propósito o finalidad de su propia
(Puig, et al. 2016).