Table Of ContentCompreendendo a complexidade socioespacial contemporânea
o território como categoria de diálogo interdisciplinar
Maria Teresa Franco Ribeiro
Carlos Roberto Sanchez Milani
(orgs.)
SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros
RIBEIRO, MTF., and MILANI, CRS., orgs. Compreendendo a complexidade socioespacial
contemporânea: o território como categoria de diálogo interdisciplinar [online]. Salvador: EDUFBA,
2009. 312 p. ISBN 978-85-232-0932-2. Available from SciELO Books <http://books.scielo.org>.
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COMPREENDENDO A COMPLEXIDADE
SOCIOESPACIAL CONTEMPORÂNEA
O território como categoria de diálogo interdisciplinar
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Universidade Federal da Bahia
Reitor
Naomar Monteiro de Almeida Filho
Vice-Reitor
Francisco José Gomes Mesquita
Editora da Universidade Federal da Bahia
Diretora
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Alberto Brum Novaes
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Maria Vidal de Negreiros Camargo
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Maria Teresa Franco Ribeiro
Carlos Roberto Sanchez Milani
(Organizadores)
COMPREENDENDO A COMPLEXIDADE
SOCIOESPACIAL CONTEMPORÂNEA
O território como categoria de diálogo interdisciplinar
Salvador, 2009
EDUFBA
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Copyright © 2009 by Autores
Direitos dessa edição cedidos à EDUFBA. Feito o depósito legal.
Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida, sejam quais forem os meios empregados,
a não ser com a permissão escrita do autor e das editoras, conforme a Lei nº 9610,
de 19 de fevereiro de 1998.
Capa, Projeto gráfico e formatação
Heloisa Oliveira de S. e Castro
Ilustração da Capa
Anna Cunha
Revisão
Lúcio Farias
Compreendendo a complexidade socioespacial contemporânea : o território como categoria de
diálogo interdisciplinar / Maria Teresa Franco Ribeiro, Carlos Roberto Sanchez Milani
(Organizadores). - Salvador : EDUFBA, 2009.
312 p.
ISBN : 978-85-232-0560-7
1. Territorialidade humana. 2. Geografia humana. 3. Geografia política. 4. Economia
urbana. 5. Economia política. 6. Ecologia humana. I. Ribeiro, Maria Teresa Franco. II. Milani,
Carlos Roberto Sanchez.
CDD - 304.2
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A
grAdecimentos
Este trabalho é fruto de um esforço coletivo e do compartilhamento
de inquietações em torno das relações e tensões entre desenvolvimento,
território e interdisciplinaridade. Assim, existem algumas pessoas e insti-
tuições que a tornaram possível de forma mais específica, e gostaríamos
de registrar aqui os nossos agradecimentos.
A todos da Escola de Administração da UFBA, funcionários, estu-
dantes, professores e principalmente orientandos, pelo convívio acadêmico
e pelos momentos de partilha intelectual que animam e renovam as
nossas reflexões.
À FAPESB e ao CNPq pela concessão de bolsa de estudos de pós-
doutorado e produtividade de pesquisa. Ao IHEAL e ao CREDAL, repre-
sentados principalmente pela Professora Martine Droulers.
A todos os autores que aqui contribuem, agradecemos a confiança e a
oportunidade de convívio acadêmico e pessoal. Um agradecimento espe-
cial ao Professor Georges Benko que, além da abertura para o diálogo,
disponibilizou-nos vários de seus trabalhos e arquivos.
A Cássio Eduardo Viana Hissa, pela cumplicidade na construção de
saberes.
A Aralina Pereira Madalena, pela responsabilidade e esmero com que
cuidou das traduções dos artigos em francês. A Miguel Rivera-Castro,
pela tradução do texto em espanhol.
A Fernanda Mourão, pelo cuidado da revisão. A Sérgio Antônio Silva,
pelo projeto gráfico.
A Adriana Melo, pela tradução simbólica e poética da proposta.
A Anna Cunha, pela sutileza na ilustração dos movimentos territoriais.
Aos amigos que sempre nos sustentam e ajudam a dar novos sentidos
à caminhada.
A Rosário von Flash, por ajudar a compreender que o campo da sabe-
doria é mais extenso e profícuo que os “territórios” dos saberes, e que estes
são também espaços preciosos de construção, transformação e abertura
para novas fronteiras, novos saberes e o autoconhecimento.
Maria Teresa Franco Ribeiro
Carlos Roberto Sanchez Milani
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Vida, e guerra, é o que é: esses tontos movimentos, só o contrário
do que assim não seja. Mas, para mim, o que vale é o que está por
baixo ou por cima – o que parece longe e está perto, ou o que está perto
e parece longe.
João Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas
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Prefácio
Não é nada fácil prefaciar uma coletânea de artigos. Mas, diante de
um tema que me é tão caro, o do território, aceitei com satisfação o
desafio. E qual não foi minha surpresa ao me deparar com a qualidade do
conjunto do trabalho que, ao contrário de outras coletâneas, foge à
organização costumeira e efetivamente possui vários elos explícitos entre
a maioria dos artigos, além de se preocupar com uma “introdução” e uma
“conclusão”, redigidas pelos organizadores.
Para além de uma coletânea de artigos – aqui denominados, por isso
mesmo, “capítulos” – trata-se, como enfatiza Maria Teresa Ribeiro na
introdução, da “produção de um campo de reflexões” a partir de ques-
tões ligadas especificamente ao conceito de território e às contribui-
ções possíveis na compreensão dos processos de desenvolvimento, re-
flexões estas construídas deliberadamente numa perspectiva multi ou
transdisciplinar.
Multi ou transdisciplinar porque esta é uma característica inerente
não apenas a um conceito como o de território, mas também a outras
discussões recorrentes ao longo dos textos, como a de desenvolvimento
(presente já no título dos artigos de Alain Musset e de Ribeiro e Loiola),
a de escala (mais explícita em Carlos Brandão), a de “ciência regional”
(enfatizada sobretudo por George Benko), a de relações internacionais
(mais explícita na conclusão de Carlos Milani) e a de regionalização
(paralela à questão das escalas, da economia regional e dos “arquétipos
espaciais do subdesenvolvimento” [Musset]).
O reconhecimento da riqueza dessa forma de abordagem – a pers-
pectiva multi ou transdisciplinar (ou até mesmo “metadisciplinar”, como
diria Milton Santos, citado por mais de um autor na coletânea) – sugere
uma leitura do fenômeno sócio-espacial, indicada explicitamente no
título do livro, através de sua “complexidade” – expressão que, nesta
obra, adquire conotação ampla, não se restringindo a uma posição
epistemológica de filiação específica, como a matriz moriniana. Daí a
reunião de especialistas de diversas áreas como a Economia, a Geografia,
a Sociologia, a Arquitetura e a Ciência Política, e que traduz o território
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em múltiplas dimensões (do político ao econômico e ao cultural) e escalas
(da mundial [Hissa], à local [Solinís], inter-nacional [Milani], “glocal”
[Benko] e estadual [Kraychete]).
É dispensável falar da relevância das temáticas territorial e do desen-
volvimento nos nossos dias, nas mais diversas áreas das ciências sociais.
George Benko, por exemplo, lembra que, longe do “fim dos territórios”,
“a macroeconomia se abre cada vez mais para o espaço e o território”.
Abordagens profundamente renovadas ou releituras mais simples, muito
se tem escrito sobre elas. Ribeiro, na introdução, aponta que a “gestão
territorial do desenvolvimento” surge como um foco constante nas polí-
ticas governamentais contemporâneas.
A propósito, lembro de um debate de que participei, há alguns anos,
sobre o conceito de território que deveria pautar a nova política de orde-
namento territorial no Ministério da Integração Nacional. Delineavam-
se claramente, ali, duas posições – uma, que eu denomino de abordagem
mais “funcional” do território, enaltecendo sobretudo suas bases políticas
e/ou político-econômicas, e outra mais “integradora”, que inclui a di-
mensão simbólico-identitária. Manifestava-se aí um dos principais dile-
mas que percorre o debate sobre o território e a territorialidade humana:
seria o território uma entidade eminentemente vinculada a processos de
dominação político-econômica ou estaria também impregnado de sim-
bolismos, de valores culturais capazes de sugerir outras formas de apro-
priação do espaço (ou seja, também, de “territorialização”)?
Não pretendo realizar aqui uma simples re-apresentação ou comentário
geral do conteúdo discutido pelos autores. Farei, como proposto pelos
próprios organizadores, uma espécie de diálogo a partir das considerações
apresentadas. Não sei se isto foge à tradição dos “prefácios”, mas acredito
que, pela riqueza dessas proposições, é uma forma digna de demonstrar
o valor do trabalho dos autores, destacando a enorme relevância de suas
colocações pelos desafios e novos caminhos que nos sugerem.
Gostaria de começar destacando a importância de se tratar seriamente,
hoje, de conceitos, em toda a riqueza de posições teóricas que se nos
apresentam nesta encruzilhada da história. Mas trabalhar sobre conceitos,
como em parte indica o texto introdutório de Cássio Hissa, exige tomar
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