Table Of ContentCombatendo
a desigualdade social
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Participação Social no Desenvolvimento Rural
Sustentável
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MIGUEL CARTER (Org.)
Combatendo
a desigualdade social
O MST e a reforma agrária
no Brasil
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© 2008 Editora UNESP
© 2007 Centre for Brazilian Studies, University of Oxford
© 2009 da tradução brasileira
Título original: Challenging Social Inequality: The Landless Rural Workers
Movement (MST) and Agrarian Reform in Brazil
© Foto de capa: Sebastião Salgado/Amazonas images – Camponeses sem-terra
celebram a desapropriação da fazenda Cuibá, em Segipe (1996).
© Foto de orelha: Stacey Wescott
Direitos de publicação reservados à:
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[email protected]
CIP – Brasil. Catalogação na fonte
Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ
C732
Combatendo a desigualdade social: o MST e a reforma agrária no
Brasil/Miguel Carter (org.); [tradução de Cristina Yamagami]. – São
Paulo: Editora UNESP, 2010.
564p.: il., mapas
Tradução de: Challenging social inequality: the Landless Rural
Workers Movement (MST) and agrarian reform in Brazil
Inclui bibliografi a
ISBN 981-85-7139-992-1 (Editora UNESP)
ISBN 978-85-60548-61-3 (NEAD)
1. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra. 2. Campo-
neses – Revoltas – Brasil. 3. Trabalhadores rurais – Atividades
políticas – Brasil. 4. Posse da terra – Brasil. 5. Reforma agrária –
Brasil. 6. Movimentos sociais – Brasil. I. Carter, Miguel. II. Título:
O MST e a reforma agrária no Brasil.
10-0049. DD: 333.3181
CDU: 332.2.021.8(81)
Editora afi liada:
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A Kristina,
minha companheira de vida
Aos que lutam,
lutaram e lutarão
pela justiça social no Brasil
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SUMÁRIO
Agradecimentos 11
Lista de siglas 15
Lista de tabelas, quadros e gráfi cos 21
INTRODUÇÃO 25
1 Desigualdade social, democracia e reforma
agrária no Brasil 27
Miguel Carter
A QUESTÃO AGRÁRIA E OS MOVIMENTOS
SOCIAIS DO CAMPO 79
2 A questão agrária e o agronegócio no Brasil 81
Guilherme Costa Delgado
3 Movimentos sociais no campo, lutas
por direitos e reforma agrária na segunda
metade do século XX 113
Leonilde Sérvolo de Medeiros
4 A Igreja, a CPT e a mobilização pela reforma agrária 137
Ivo Poletto
A LUTA PELA TERRA: HISTÓRIA E MOBILIZAÇÃO
DO MST 159
5 Formação e territorialização do MST no Brasil 161
Bernardo Mançano Fernandes
6 Origem e consolidação do MST no Rio Grande do Sul 199
Miguel Carter
7 Debaixo da lona preta: legitimidade e dinâmica
das ocupações de terra na Mata Pernambucana 237
Lygia Maria Sigaud
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Sumário
8 De posseiro a sem-terra: o impacto da luta pela
terra do MST no Pará 257
Gabriel Ondetti, Emmanuel Wambergue
e José Batista Gonçalves Afonso
A LUTA NA TERRA: O MST E OS
ASSENTAMENTOS 285
9 A luta na terra: fonte de crescimento, inovação
e desafi o constante ao MST 287
Miguel Carter e Horacio Martins de Carvalho
10 Assentamentos rurais e o MST em São Paulo:
do confl ito social à diversidade dos impactos locais 331
Sonia Maria P. P. Bergamasco e Luiz Antonio Norder
11 Construindo a comunidade: um assentamento
do MST no Nordeste 353
Elena Calvo-González
12 Assentamentos do MST em Pernambuco:
identidade e resistência 373
Wendy Wolford
MST, POLÍTICA E SOCIEDADE NO BRASIL 395
13 O impacto do MST no Brasil de hoje 397
Plínio de Arruda Sampaio
14 Lidando com governos: o MST e as administrações
de Cardoso e Lula 409
Sue Branford
15 O MST e o Estado de Direito no Brasil 433
George Meszaros
16 Para além do MST: o impacto nos movimentos
sociais brasileiros 461
Marcelo Carvalho Rosa
17 Somos a perigosa memória das lutas 479
Hamilton Pereira
CONCLUSÃO 493
18 Desafi ando a desigualdade: contestação,
contexto e consequências 495
Miguel Carter
Referências bibliográfi cas 521
Índice onomástico 555
Sobre os autores 559
8
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A propriedade não tem somente direitos, tem também deveres (…)
Se for eleito, não separarei as duas questões;
a da emancipação dos escravos e a democratização do solo.
Uma é o complemento da outra.
Acabar com a escravidão não nos basta.
É preciso destruir a obra da escravidão.
Joaquim Nabuco, 1884, líder abolicionista brasileiro
O Landlord Paulino em nada difere do Landlord Salisbury.
É o mesmo desprezo pelo seu semelhante:
a mesma adoração pela grande propriedade
e a mesma repulsa a qualquer ideia altruísta e generosa.
É preciso a cada momento estabelecer limites com este Império; comparar os
conservadores do Brasil com os da Inglaterra: os falsos liberais d’aqui e de lá (...)
A Abolição marcha triunfalmente.
É, porém, preciso dar terra ao Negro.
Cumpre demonstrar que o Landlordismo é crime maior do que o Escravagismo.
Nós dizíamos nas Conferências da Lua: “A escravidão é um crime”.
Agora vamos pregar: “O latifúndio é uma atrocidade”.
André Rebouças, 1887, líder abolicionista brasileiro
Sem luta não há progresso.
Aqueles que professam em favor da liberdade, e ainda depreciam a agitação,
são pessoas que querem ceifar sem arar a terra.
Eles querem chuva sem trovão e raios.
Eles querem o oceano sem o terrível bramido de suas muitas águas.
Esta luta pode ser moral; ou pode ser física;
ou pode ser ambas, moral e física; mas deve ser uma luta.
O poder não concede nada sem demanda.
Nunca concedeu e nunca concederá.
Frederick Douglass, 1849, líder abolicionista norte-americano
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