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N.
Arquitecturas, Multimédia e
Turismo: Investimento na
aposta Multi-sensorial
www.cph.ipt.pt
N. 4 // julho 2015 // Instituto Politécnico de Tomar
PROPRIETÁRIO
Centro de Pré-História, Instituto Politécnico de Tomar
Edifício M - Campus da Quinta do Contador, Estrada da Serra, 2300-313 Tomar
NIPC 503 767 549
DIRETORA
Ana Cruz, Centro de Pré-História
SUB-DIRETOR
Davide Delfino
DESIGN GRÁFICO
Gabinete de Comunicação e Imagem
Instituto Politécnico de Tomar
EDIÇÃO
Centro de Pré-História
Instituto Politécnico de Tomar
SEDE DE REDACÇÃO
Centro de Pré-História
Instituto Politécnico de Tomar
Os textos são da inteira responsabilidade dos autores
PERIODICIDADE
Semestral
ISSN
2183-1394
ANOTADA NA ERC
CONSELHO CIENTÍFICO / COMITÉ DE LEITURA
Professor Catedrático Carlos Costa, Universidade de Aveiro
Professor Doutor Carlos Cupeto, Universidade de Évora
Professor Doutor André Luis Ramos Soares, Universidade Federal de Santa Maria, Brasil
Professor Doutor Fabio Negrini, Università degli Studi di Genova
Professora Doutora Hália Santos, Instituto Politécnico de Tomar e Diretora do ESTAJornal
Professora Doutora Maria João Bom, Instituto Politécnico de Tomar
Professora Doutora Teresa Desterro, Instituto Politécnico de Tomar
Professor-Adjunto António Rodrigues, Instituto de Arte, Design e Empresa - Universitário
Professor Fernando Salvador Sanchez
Doutora Ana Cruz
Doutor Davide Delfino
Índice
EDITORIAL …………………………………………….....………………………………………………………………….……… 08
ARQUITECTURAS
”Mas Antes Ficara Mais Magnifica": Renovações Espaciais e Estéticas em Espaços Cultuais de
Alfama (1666-1733)
Maria João Pereira Coutinho ………………………………………………………………………………………..……… 11
A Criação do Centro Histórico do Rio Grande (1737-1755)
Eliza Furlong Antochevis e Ester Bendjouya Gutierrez ....……………………………………………………… 30
MULTIMÉDIA
Mosteiro/Museu: Olhar com a Comunidade
Maria Teresa Amado …............……………………………………………………………………………………………… 46
A Presença em Linha do Museu e Parque Arqueológico do Vale do Côa como um Caso de
Estudo em Arqueologia Pública
António Pedro Batarda Fernandes ………….………………………………………………………………………….… 55
Il “3D” di San Calocero, Albenga (SV)
Enrico Roncallo ….......…………………………………………………………………………………………………………… 88
TURISMO
La Spacialità del Potere
Annaluana Tallarita ….………………………………………………………………………………………………………… 107
Os Interiores e a Decoração da Pousada do Infante, em Sagres (1958-1960)
Margarida Elias ……......………………….........…………………………………………………………………………... 121
Constância e o Turismo: Do Muito que se tem ao Pouco que se está Mostrando
António Matias Coelho ……..............…………………………………………………………………………………… 135
Caminhos Marianos no seu Smartphone. Sim ou Não?
João Caldeira Heitor …….....………………………………………………………………………………………………… 155
Paysages Culturels et Perspectives Touristiques au Sénégal
Moustapha Sall ……….....................................……………………………………………………………………… 173
EDITORIAL
Editorial
Somos contemporâneos de um período histórico de transição.
Com efeito, o Ocidente vive momentos históricos de significativa relevância que, num estalar
de dedos, conduzem ao desmoronamento do sistema tal como o conhecemos. Herdeiros de
Descartes, utilizamos o Racionalismo sob a capa da Objectividade Estatística. Nas Periferias,
números e cifrões justapõem-se resultando em percentagens que determinam os Ratings e as
premonições do Oráculo da Grande Finança. É ele que enquadra o grau progressivo de
vampirização do contribuinte até que ele atinga o clímax, sendo objectivado na completa
nudez de toda e qualquer noção de dignidade.
A partir daqui só existe o desconhecido. Sem seres humanos para vampirizar, como
sobreviverá o Oligarca-pseudo-Democrata?
Próximo Oriente, Ásia e África são o Núcleo que transporta a Europa aos séculos
imediatamente seguintes ao desmoronamento do Império Romano do Ocidente, daqui advém
a II Guerra Santa. Nesta fracção do Planeta, a métrica sobre a qual se desvaloriza
desmesuradamente a vida humana está muito próxima da profecia dos Cavaleiros do
Apocalipse.
A partir daqui só existe o desconhecido. Sem seres humanos para aterrorizar, como
sobreviverá o Tirano?
Esta míriade de descontinuidades históricas internacionais que atravessamos ficará registada
na História Universal como um período de inspiração proto-marxista no qual a Burguesia se
trasvestiu em Auto-Coveiro.
Apesar de todos os pesares, é um privilégio co-habitar com períodos históricos de
transformação. Neles, é-nos dado observar a simultaneidade de cenários criados pela
originalidade humana:
1. Esforço de Manutenção do actual Status Quo
1.1. Guerra Convencional em ordem à retoma de Impérios entretanto desmantelados;
1.2. Tirania Proto-Colonizadora disfarçada sob a capa de Movimentos Para-
Democráticos;
1.3. Imposição de Instrumentos Financeiros Pseudo-Reguladores;
1.4. Estilo Negocial e Diplomático típico da Pós-Modernidade.
2. Resistência
2.1. Intervenções Sangrentas que não encontram paralelo na Guerra Convencional,
mas que podem ter encontrado filiação no perfil da Guerrilha.
3. Corredores Viários Alternativos
3.1. Apresentação de Novos Paradigmas que conduzam a uma Nova Ordem Sistémica
adentro da Aldeia Global.
Perguntar-se-ão os leitores a que propósito vem toda esta verborreia!
O actual enquadramento financeiro na Europa Ocidental é de molde a vergar os
Patrimonialistas Puristas à venda a prestações do Património Herdado por todos nós sob o
nome de Turismo.
Porque, na correria entre a casa de habitação e a paragem do autocarro, entre esta e o posto
de trabalho, entre este e a superfície comercial onde as promoções são apetecíveis, entre esta
e as escolas dos filhos, entre estas e a casa de habitação (onde é necessário ainda
desempenhar tarefas domésticas ou passear o cão), para de novo, num curto intervalo de sete
a oito horas, se voltar a este remoinho sugadoro, não existe qualquer espaço psico-sensorial
para o trabalhador-comum usufruir de um naco de Paraíso.
Para esta realidade, o Efeito Placebo é encontrado na apresentação de propostas lúdicas.
Por um punhado de € é possível conhecer o património arqueológico de um
determinado País ou Região Geográfica.
Por um punhado de € proporciona-se aos visitantes viagens sensoriais bi- ou tri-
dimensionais.
Por um punhado de € vive-se um dia, ou um fim-de-semana, na Pré-História ou na
Idade Média.
Por um punhado de € entra-se em contacto com a Natureza, sempre esquecida.
A integração deste novo instrumento, considerado agora estratégico, na nossa Cultura, é de
molde a propiciar duas mais-valias que necessitam de ser adequadamente implementadas, 1.
A muito curto-prazo surge a necessidade de Conservação de Bens Patrimoniais, 2. A longo-
prazo propomos o investimento na Didáctica Patrimonial.
As propostas apresentadas neste quarto número da "O Ideário Patrimonial" que, sob a
temática "Arquitecturas, Multimédia e Turismo: Investimento na aposta Multi-sensorial" e
contextualizadas predominantemente em paradigmas ideológicos vigentes, transporta-nos
para sucessivas propostas de abordar o Património.
Independentemente do estilo de comunicação de cada autor(a) encontramos em todos os
contributos um fio condutor característico da década em que vivemos, e por nós proposto: O
intuito de proceder à divulgação da produção de uma elite cultural, através de diferentes
táticas de democratização da cultura.
Tomar, 31 de Julho de 2015
09 |
ARQUITECTURAS
Description:(2) O padre Francisco Tinoco da Silva faleceu a 22 de Janeiro de 1730, Miguel de Alfama, Livro de Despesa da Irmandade, L.º 2 (L.º 529) 1688: Gammoonde qui se tient au mois de mai, juste avant le début de la saison des