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A arte de fazer amigos
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Para todas as pessoas com as quais criamos
vínculos significativos ao longo de nossas vidas:
temos a sorte de poder chamá-las de AMIGOS.
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SUMÁRIO
PREFÁCIO 9
INTRODUÇÃO
A ligação Horchow 11
CAPÍTULO UM
Estabeleça contato 14
CAPÍTULO DOIS
A arte de escutar 32
CAPÍTULO TRÊS
A arte da conversa autêntica 52
CAPÍTULO QUATRO
Amplie o seu círculo 64
CAPÍTULO CINCO
Dê continuidade 80
CAPÍTULO SEIS
Fortaleça os vínculos 102
CAPÍTULO SETE
Doe-se 120
CAPÍTULO OITO
Fluxo e refluxo da amizade 128
CONCLUSÃO
As lições e as recompensas de ter amigos 142
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PREFÁCIO
C
onheci Sally Horchow num jantar em Nova York há tanto tempo
que seria contrangedor dizer quando. Sally era, de longe, a pessoa
mais interessante presente, e confesso que fiquei imediatamente apai-
xonado por ela. Como era de esperar, ela não se apaixonou por mim
– ou talvez alguém já tivesse conquistado seu interesse. Não sei. Mas
me lembro que um dia estava tentando ligar para ela do aeroporto
para marcar um encontro – daquela forma desesperada, atirada, dos
jovens – quando lentamente fui me dando conta de que não estava
rolando. Bem, pensei, em meu grande desapontamento, fim de linha.
Mas eis o mais interessante de tudo: não era fim de nada. Era o começo
de tudo.
Nós temos uma tendência, acredito, a achar que as habilidades
sociais são muito mais complicadas e misteriosas do que são de fato.
Quando alg uém é carismático, dizemos que possui um quê. Quando
uma pessoa é bonita e charmosa, os elogios saltam logo para o francês.
O que quer que aconteça quando conhecemos uma pessoa, é sempre
tratado como uma imensa caixa-preta. “Não sei o que houve”, sempre
diz o rapaz introspectivo ao voltar para casa depois de um inesperada-
mente divertido primeiro encontro, “mas nós nos divertimos a valer.”
No entanto, a verdade é que o que acontece entre duas pessoas não
é uma caixa-preta. A amizade, assim como o crime, é uma simples
questão de meio, motivo e oportunidade. É preciso possuir alguma
técnica social, desejar se abrir para o outro e assumir a postura de
querer conhecer gente nova. Converse com um policial experiente e
ele lhe dirá – em profundo contraste com o que vemos nos programas
de TV – que há poucas surpresas numa cena de crime. Bem, há pou-
cas surpresas numa amizade, também. Sally e eu passamos sem muito
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esforço para o nível da amizade, porque ela me aceitou como amigo.
Nós nos gostamos a ponto de querer um ao outro em nossas vidas, da
forma que fosse – e Sally era elegante, generosa e talentosa o bastante
nas artes sociais para fazer isso acontecer. Foi simples assim.
Escrevi grande parte do meu primeiro livro no sofá de Sally, toman -
do conta de sua casa, enquanto ela fazia uma de suas viagens pelo
mundo. Eis aí uma das definições de amizade: a generosidade. Conheci
o pai de Sally, Roger, por intermédio dela e o incluí num artigo que esta-
va escrevendo para a revista New Yorker(muito apropriadamente, sobre
gente que tem grande talento em fazer amigos). Nós nos sentamos em
seu apartamento em Nova York e batemos papo animadamente duran-
te horas. Fui embora sabendo que fazia parte do círculo dele, também.
Tal filha, tal pai. No final da longa e exaustiva turnê promocional do
meu segundo livro, me vi em Austin, no Texas, sozinhoe constrangido
numa festa onde pensei não conhecer ninguém. Então, para minha ale-
gria, vi dois amigos dela, Eve e Keven. Como eram amigos de Sally, eu
soube, imediatamente, que poderiam ser meus também. Afinal de con-
tas, eu fazia parte do círculo.
Este livro é um exercício de desmistificação da amizade. Ele é um
guia das regras do jogo –e “jogo” é uma palavra apropriada, porque,
para escrever este livro, Sally e o pai partiram da premissa de que a arte
de fazer amigostem algumas diretrizes básicas que podem ser ensina-
das a qualquer pessoa, da mesma forma que qualquer um pode apren-
der a jogar pingue-pongue ou a sambar. É claro que, principalmente
no último caso, é bem mais fácil aprender quando o professor é espe-
cialista. Podem acreditar, esses dois são.
MALCOLMGLADWELL
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INTRODUÇÃO
A LIGAÇÃO HORCHOW
Apenas estabeleça vínculos.
–E. M. Forster, HOWARD’SEND
C
onectar-se é a chave para iniciar uma amizade. Encontre uma base
comum: senso de humor, gostos parecidos, ou algum interesse mútuo
– é aí que a alegria da amizade tem início. Antes disso, no entanto,
temos de fazer contato com nossos amigos e, antes desse contato,
encontrá-los! O que será que nos leva a identificar os amigos em
potencial? Será um dom com o qual nascemos ou trata-se de um ins-
tinto que só as pessoas realmente extrovertidas têm?
Quando Roger lançou The Horchow Collection(A Coleção Horchow),
seu catálogo de compras via correios, não tinha ideia de que seu gran-
de legado e maior realização na vida seria, na verdade, “The Horchow
Connection”(A Ligação Horchow) – algo que nosso amigo Malcolm
Gladwell analisa no livro O ponto da virada. Malcolm descreve Roger
como alguém “com um talento especial para reunir as pessoas”, para
“fazer amigos e conhecidos”. Embora ele tenha dito que a principal
característica de pessoas como Roger – “comunicadores”, em sua de -
finição – seja que elas “conhecem muita gente”, observou que Roger
cultiva amigos e conhecidos pela simples alegria de fazê-lo.
Essa descrição foi muito lisonjeira e, modéstia à parte, verdadeira,
exceto por uma coisa: acreditamos que qualquer um pode ser “como
eu”. Para alguns, isso pode até ser instintivo, mas trata-se de uma habi-
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Description:esforço para o nível da amizade, porque ela me aceitou como amigo. de fazer amigos tem algumas diretrizes básicas que podem ser ensina-.