Table Of ContentTítulo original: You Need a Budget
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Adaptação de Capa
Osmane Garcia Filho
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Cortesia do autor
Conversão para e-book
Abreu’s System
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
M434n
Mecham, Jesse
Nunca mais �que sem dinheiro : o plano infalível para juntar grana e levar a vida que você
merece / Jesse Mecham ; tradução Ulisses Teixeira. - 1. ed. - Rio de Janeiro : Harper Collins
Brasil, 2018.
Tradução de: You need a budget
ISBN 9788595085138
1. Finanças pessoais. 2. Orçamento �nanceiro. I. Teixeira, Ulisses. II. Título.
18-53353 CDD: 332.024
CDU: 64.03
Sumário
Introdução
CAPÍTULO 1: Uma nova maneira de olhar para o seu dinheiro
CAPÍTULO 2: Regra Um — Dê uma função ao seu dinheiro
CAPÍTULO 3: Regra Dois — Aceite as suas despesas reais
CAPÍTULO 4: Regra Três — Aprenda a levar porrada
CAPÍTULO 5: Regra Quatro — Amadureça o seu dinheiro
CAPÍTULO 6: Orçando como um casal
CAPÍTULO 7: Acabe com as dívidas em qualquer situação
CAPÍTULO 8: Ensinando os seus �lhos a fazer orçamentos
CAPÍTULO 9: Quando estiver com vontade de desistir
ÚLTIMAS PALAVRAS: Você consegue
Agradecimentos
Apêndice: onde ler, ver e ouvir todas as coisas YNAB
Sobre o autor
Para Julie… e para as outras seis pessoinhas
que vivem na nossa casa.
Introdução
S
e você está lendo este livro é porque o dinheiro o estressa de alguma
maneira. Para alguns, pode ser o tipo de estresse de arrancar os cabelos.
Outros podem apenas achar que não tem uma situação �nanceira tão boa
quanto poderiam ter. Quer estejamos em pânico ou apenas nos sentindo
apreensivos, pensar sobre dinheiro perturba a nossa paz o tempo todo e de
diferentes maneiras. Em geral, nem notamos quando isso acontece.
Você gasta 6 dólares em um sanduíche de peito de peru no trabalho e,
enquanto está na �la do caixa, lembra-se da quantidade de frios fatiados na
sua geladeira em casa. “Devia ter levantado mais cedo para preparar o
almoço”, pensa. Lê um artigo sobre como a sua geração não está
economizando o su�ciente para a aposentadoria e imagina se deve aumentar
a contribuição da previdência privada. Você poupou uma grana para fazer
uma reforma no banheiro, mas ainda está preocupado porque o seu laptop
parece estar prestes a morrer, o cachorro está mancando de um jeito estranho
e as mensalidades das universidades aumentando faz com que todo mundo
pense que deveria viver à base de feijões em lata daqui até o dia em que os
nossos bebês se matricularem na faculdade. Aquele sentimento de aperto
atinge o coração, a respiração �ca um pouco acelerada e você culpa o seu dia
a dia corrido pelo estresse.
Essas pequenas facadas de preocupação são, na verdade, a mesma questão
se repetindo: Será que eu posso pagar por isso? E isso pode ser algo pequeno,
como um almoço com amigos, ou uma coisa tão grande quanto a
aposentadoria. Essa pergunta assombra a todos nós, o tempo todo —
não importa se estamos bem de vida ou sem um tostão, estamos sempre nos
perguntando se podemos pagar por algo.
A única pergunta que envolve dinheiro e rivaliza com a Será que eu posso?
é a prima malvada dela: Será que eu deveria? Esta é, em parte, respondida
pela nossa natureza competitiva, só que ainda mais por não sabermos o que
queremos de verdade. Um colega diz que separa um dinheirinho todo mês
para a faculdade dos �lhos, e você se pergunta se deveria fazer o mesmo. Sua
prima enche o Instagram de fotos da família dela na Disney (só os melhores
momentos, claro), e você pensa: “Será que eu deveria viajar nas férias?”
Será que eu deveria sempre acaba se transformando em Será que eu posso?,
e fazendo com que a ansiedade continue borbulhando. Então, sabemos que
algo precisa ser feito — só não sabemos o quê, quando ou do que somos
capazes.
A maioria de nós congela nesse ponto e acaba não fazendo nada, em geral
por uma das três razões a seguir:
Não temos con�ança de que sabemos o que é melhor. Somos
esmagados por opiniões e não fazemos ideia se devemos con�ar no
nosso instinto, no cara gritando na TV ou em outra coisa
completamente diferente.
Não temos um sistema para tomar decisões. Vou falar muito sobre isso
durante o livro, mas a questão principal é que precisamos de um sistema
que guie as nossas decisões. Sem ele, estamos gastando e poupando por
impulso.
Temos medo de encarar a verdade. Nossas �nanças são um mistério. O
dinheiro voa para dentro e para fora da nossa conta bancária, e a gente
imagina que esteja tudo certo, porque o valor nunca bate no zero, mas
não temos ideia do que está acontecendo de verdade. E temos medo de
descobrir.
O que fazer? Como quebrar essa paralisia com tantos fatores que o
mantém em ponto morto? É isso que este livro vai ajudá-lo a descobrir. E o
meu primeiro e melhor conselho pode fazer com que você deixe de lado
qualquer impasse �nanceiro:
Esqueça o dinheiro.
Sério. Porque não é sobre o dinheiro. Tá bom, é um pouco sobre o
dinheiro. Mas dinheiro não é a questão, não é o objetivo �nal. Na verdade,
quando estamos estressados com as nossas �nanças, é porque não sabemos
se as decisões que tomamos estão alinhadas com a vida que queremos.
A pergunta que você deveria fazer a si mesmo não é Será que eu posso? ou
Será que eu deveria? É O que eu quero que o dinheiro faça por mim?
Responder essa indagação vai nos ajudar a lidar com opções in�nitas, com a
pressão para nos manter no mesmo padrão que os vizinhos e com o medo
paralisante de não estarmos sendo muito espertos com a nossa grana.
O que eu quero que o dinheiro faça por mim? funciona como uma análise
de instinto que nos ajuda a ver se as nossas prioridades estão guiando as
nossas decisões �nanceiras. Quando sabemos o que queremos que o dinheiro
faça, as opções se tornam bem menos assustadoras e a con�ança logo
substitui o estresse.
Análise de instinto: Vai nessa
O que eu quero que o dinheiro faça por mim?
Durante todo o tempo que você passou trabalhando, gastando,
economizando e se estressando, já fez essa pergunta a si mesmo?
Não se preocupe se a resposta for não. A maioria de nós não pensa no
dinheiro dessa maneira e, para falar a verdade, é uma pergunta difícil de
responder. Além disso, é normal que a resposta mude com o tempo. É por
isso que você precisa fazer uma análise de instinto a cada decisão �nanceira
que tomar. Ela vai con�rmar as suas prioridades ou abrir os seus olhos para
as mudanças necessárias.
Deixe-me ser claro: O que eu quero? e O que eu quero que o dinheiro faça
por mim? são coisas diferentes. Não estou encorajando você a escrever a sua
lista de presentes de Natal. O que eu quero que o dinheiro faça por mim? é
sobre decidir que tipo de vida você quer ter e, então, criar um plano para que
a grana o ajude a chegar lá.
Se não está levando a vida que quer, como gostaria de viver? Não se
preocupe se a resposta for algo radicalmente diferente da sua vida atual.
Pense apenas no que é relevante para você. Talvez a sua vida dos sonhos
envolva �car em casa com os �lhos, viajar para a Europa todo ano, voltar a
estudar ou se estressar menos com as contas. Pode ser tudo isso. Não