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a
APRENDER
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tradução
autorizada
da obra LEARNING HOW TO LEARN
©Cambridge University Press 1984
edição
original 1984
direitos
reservados
para a língua
portuguesa © PLÁTANO EDIÇÕES TÉCNICAS
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título APRENDER AAPRENDER
autor JOSEPH D. NOVAK
tradução CARLAVALADARES
revisão científica JORGE VALADARES (Departamento de Educação/Universidade Aberta)
capa,
arranjo gráfico,
composição
e montagem GABINETE TÉCNICO DAPLÁTANO EDITORA
impressão
e acabamento MAIADOURO
Dep. legaln.°
1.ªedição PU-157/96
ISBN-972-707-137-6
Aprender a aprender
JOSEPH D. NOVAK E D. BOB GOWIN
Departamento de Educação
New York State College of
Agriculture and Life Sciences
Cornell University
ÍNDICE
Prefácio à edição portuguesa 9
Prólogo, por Jane Kahle 11
Prefácio 13
Agradecimentos 16
1 Aprendersobre a aprendizagem 17
De que trata este livro? 17
O “Vê” do conhecimento 21
Os quatro “lugares-comuns” da educação 22
Aprendizagem e instrução 23
Metaconhecimento e meta-aprendizagem 24
Honestidade e responsabilidade ao educar 25
Testagem na sala de aula da teoria
e da tecnologia do ensino 28
2 Mapas conceptuais para a aprendizagem significativa 31
Anatureza e aplicações dos mapas conceptuais 31
Comoiniciar os estudantes na elaboração
de mapas conceptuais 40
Aplicações em educação dos mapas conceptuais 56
3 O “Vê” heurístico para a compreensão
e a produção do conhecimento 71
Porquê utilizar uma heurística? 71
Apresentando o “Vê” aos estudantes 75
Um exemplo tirado das ciências sociais 83
Como classificar diagramas em “Vê” 86
Aplicação do diagrama em “Vê”
ao material de leituras 89
Aplicações dos diagramas em “Vê” à planificação
do trabalho em laboratório ou em estúdio 90
5
Índice
4 Novas estratégias de planificação da instrução 93
Aplicações dos mapas conceptuais 93
Um exemplo de um desenvolvimento curricular
em ciência e tecnologia 99
Aplicações do “Vê” na instrução 104
5 Novas estratégias para avaliação:
os mapas conceptuais 109
Alargando o alcance das práticas de avaliação 109
Os mapas conceptuais como instrumentos de avaliação 110
Pontuação dos mapas conceptuais com base
na teoria da aprendizagem 113
6 Autilização do “Vê” na avaliação 125
Valor e avaliação: o que é que tem valor educativo 125
Utilizando os diagramas em “Vê” 127
O “Vê” como instrumento de avaliação na prática 128
Utilizando o “Vê” para avaliar a compreensão
dos estudantes em relação aos conteúdos expositivos 129
Pensamento e acção 130
Observações carregadas de teoria 133
7 Aentrevista como instrumento de avaliação 135
Aentrevista 135
Aplanificação de uma entrevista 136
Como conduzir a entrevista 144
Aavaliação das entrevistas: sistemas de categorias 149
Avaliação através de mapas conceptuais 154
Análise proposicional de conceitos (APC) 156
Análise através do “Vê” de Gowin 159
Súmula 163
8 Melhorando a pesquisa educacional 165
Investigação guiada pela teoria 167
Projectos de investigação 170
Selecção de um problema de investigação 171
Criando novos acontecimentos educacionais 173
Recolha de dados 177
Transformação de registos 182
Juízos cognitivos 187
Juízos de valor 189
Conclusão 190
6
Índice
Apêndices 191
Apêndice I: Exemplos de mapas conceptuais 192
Apêndice II: Exemplos de diagramas em “Vê” 199
Apêndice III: Exemplos de impressos 204
Bibliografia 207
7
8
PREFÁCIO À EDIÇÃO PORTUGUESA
O famoso economista Peter Drucker escreve, no seu livro ASociedade
Pós-Capitalista(Harper, 1993), que, ainda que a terra, o trabalho e o capi-
tal tenham sido as fontes primárias em que assentou o progresso das na-
ções, estes factores estão-se a tornar quase insignificantes em comparação
com a importância do Conhecimento. Muitos académicos que trabalham
em economia tendem actualmente a concordar com esta tese. Drucker afir-
ma igualmente:
A"literacia" significava tradicionalmente o conhecimen-
to do conteúdo de determinados temas, por exemplo, efec-
tuar multiplicações ou possuir um pouco de conhecimento
da história da América. Mas a sociedade do conhecimento
(Pós-Capitalista) necessita de conhecimento processual —
algo que as escolas raramente tentaram ensinar.
Na sociedade do conhecimento, as pessoas têm de apren-
der a aprender.
É talvez o reconhecimento crescente dos desafios da "sociedade do
conhecimento" que está a proporcionar o aumento da popularidade das
ideias e ferramentas de aprendizagem apresentadas neste livro. Esta tra-
dução junta-se agora às traduções espanhola, italiana, chinesa, tailandesa,
japonesa e árabe para trazer a público estas ferramentas e ideias de apren-
dizagem. Para além disso, as aplicações de Aprendera Aprendercome-
çam a espalhar-se, para além da escola, e a encontrar um lugar nas insti-
tuições de pesquisa académica e nas instituições corporativas e de delibe-
ração. O volume de pesquisa que apoia a validade das ideias de aprendi-
zagem e o valor das ferramentas de aprendizagem cresce, simultaneamen-
te, com muitos estudos publicados até ao momento e muitos mais em
curso em diversos países do mundo.
O Professor Valadares e outros académicos portugueses estão a contri-
buir para a pesquisa e para as aplicações das ideias sobre o tema aprender
a aprender.
9
Prefácio à edição portuguesa
Enquanto a memorização mecânica permanece a forma dominante de
aprendizagem em muitas salas de aula e instituições corporativas, há um
reconhecimento crescente de que a finalidade central da educação deve ser
valorizar as pessoas no sentido de se encarregarem elas próprias da cons-
trução do significado das experiências que vivem. Para conseguir isso,
torna-se imperioso que cada sujeito aprenda a aprender significativamen-
te, e as ideias e ferramentas apresentadas neste livro foram escolhidas com
o objectivo de facilitar esse processo. As ramificações que advêm do
aprender a compreender a natureza do conhecimento e a natureza da
aprendizagem significativa, não só valorizam o indivíduo tornando-o mais
eficiente na aquisição e produção do conhecimento, mas também contri-
buem para a sua auto-estima e sentido de controlo sobre a própria vida. Os
tempos actuais são tempos revolucionários, e ajudar as pessoas a aprender
a aprender é uma ideia que se impôs.
Joseph D. Novak
Ithaca, New York USA
Junho de 1995
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